Monday, March 17, 2014

SUCATEITO EMPRENDEDOR NÃO CERTIFICADO POR ESCOLA PRESTIGIADA.


A partir de escutas a uma dita "associação criminosa" o procurador Marques Vidal de Aveiro descortinou um "atentado contra o Estado de Direito". Quase se faz crer, por ligação insinuosa, que um "atentado ao Estado de Direito" foi intentado a partir de uma intitulada "associação criminosa" ligada ao "poder político da altura".
A tal, considerada pelo procurador, "associação criminosa" era uma empresa legalizada operando em total legalidade perante a lei, a ordem administrativa e fiscal estabelecida. Uma empresa de alguém que se fez empreendedor a partir de ser comprador de ferro velho e sucata percorrendo porta a porta com um triciclo de caixa aberta.
O "crime" desta "associação criminosa" não foi matar, tentar matar, ameaçar ou fazer mal a alguém mas sim ter uma lista de contactos de clientes e dar presentes de Natal a esses clientes como usual e normal em qualquer empresa portuguesa. O senhor procurador deve ter tirado o cu da escola para pô-lo na Procuradoria como magistrado, caso contrário saberia que nenhuma empresa sobrevive sem uma lista de clientes e respectivos contactos para fazer e manter os seus negócios. Essa lista de relações que se vai estabelecendo e crescendo na mesma medida que a empresa faz negócios e cresce é a alma do negócio da empresa e, por isso muitas vezes, um segredo patronal nem sequer registado.
E calcule-se, quer-se vender a ideia que prendas de centenas de euros são um montante exorbitante e corrompem administradores para quem tais verbas nem dão para as gravatas. Entretanto fazem vista grossa sobre corrupção de milhões planeada, elaborada e executada por banqueiros e homens do circulo intimo de políticos amigos que deixam prescrever de enfiada. E estamos apenas falando das prendas contabilizadas e das grandes corrupções detetadas.
Hoje, uma grande empresa financeira ou multinacional, institui a si própria, prémios aos seus gestores de milhões de euros por resultados: uma verdadeira obscenidade e um crime quando a gestão de resultados é feita tendenciosa e fraudolentamente para engordar o prémio. Vejam-se os vários casos, ainda anteriores a esta alegada "associação criminosa", da banca portuguesa e grandes empresas da área pública.
Mas esses casos, tal como intentar a mínima investigação sobre prendas dadas pelas grandes empresas, não importunam minimamente o sono do Dr.Vidal. Com a corrupção milionária do peixe gordo da linha e de linhagem não se atreve o procurador mas, com o desgraçado sucateiro que se atreveu a ser empreendedor fora da escola certificada e prestigiada do empreendedorismo cavaquista (agora também se conheceu o valor empreendorista do batatinha M.Mendes na Madeira depois do engenhoso empreendedor tardio P.Coelho na Tecnoforma), o senhor arrilha e ouriça o pelo pronto a atirar-se sobre o empreendedor sem carta de alforria.
É claro, para qualquer observador atento, que o móbil e fim pretendido do procurador é atingir terceiros "do poder político anterior" e este caso serviu para vislumbrar um "atentado ao Estado de Direito" feito, calcule-se, por um PM eleito contra o seu próprio país, através de conversas telefónicas avulso entre pessoas políticas amigas fazendo comentários acerca da vida política de adversarios. É tão ridículo querer fazer passar a ideia que alguém planeia um atentado de Estado trocando conversas de café ao telefone que, ao contrário do pretendido, nos alerta o pensamento para uma tentativa de atentado à liberdade no Estado de Direito concebida a partir de abuso de poder de magistrado.
E, mais nos suscita ainda tal pressuposto, a sonante proclamação de pedidos de castigo espectacular para manter acesa a ideia do "atentado ao Estado de Direito" que o jornalismo corrupto se encarregará de ir buscar ao lixo para voltar à espectacularidade das manchetes acusatórias.
O desgraçado do sucateiro teve o azar de ser empreendedor no tempo errado, pois, caso tivesse sido aluno da escola certa no tempo certo, hoje, poderia ser apresentado ao povo como o "empreendedor modelo".

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