Saturday, February 18, 2012

FEITIOS


O alemão Presidente entendeu que para exercer a sua função é preciso parecer e também ser.
O Presidente de Portugal entende que basta parecer.

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Saturday, February 04, 2012

TEM AVONDE!


Vasco Graça Moura é o exemplo modelo do oportunismo intelectual-político. Faz tudo e a toda hora para demonstrar aos pacóvios a sua alta erudição, escreve crónicas politico-provocantes pelos jornais, publica livros de poesia e ficção pelas editoras, dá conferências e apresenta livros de amigos iguais a ele sempre que tem oportunidade, e dedica-se a traduzir alguns clássicos, e tudo isto enquanto é deputado pela Europa ou ocupa um alto cadeirão ofertado. E alguém se lembra de um trabalho que tenha feito em prol dos portugueses e do país como responsável político? Nada, mama da mesa dos portugueses todos e trabalha apenas em nome individual e proveito próprio.
Não é por acaso que um manhoso que se tem e quer ser um intelectual reconhecido, é para isso que se esforça, apoia o provinciano e pacóvio cavaco de forma aguerrida: em terra de cegos quem tem um olho é rei, é a sua receita.

O oportunista vgm que não consegue o reconhecimento do país como intelectual que ambiciona e pelo qual dá o cu e cinco tostões, e apenas com a ajuda do amigo de partido, Balsemão que fez dele um tradutor falado pelo prémio que lhe deu, dá tudo por tudo na tentativa de alcandorar-se a uma notoriedade que não consegue pela via da sua "obra" de intelectual.
Remetido ele e a sua obra ao anonimato, quando quase ninguém já ligava pívia às suas diatribes de velho caquético, eis que surje a oportunidade de mostrar ao país a sua idiota campanha contra o acordo ortográfico.
Ou será porque o acordo foi encontrado no tempo de Sócrates? A mediocridade do auto-convencido leva a ódios de morte contra quem tem a ousadia de pensar pela própria cabeça e não pela cabeça de falsos-sábios vaidosos e oportunistas.

O governo legítimo de Portugal acordou e este governo não o denunciou, devia ter tido a coragem de enfrentar o assunto e dizer claramente o que pensa sobre tal questão em vez de embrulhar-se em contradições irresponsáveis e canhestras como as explicações de meias tintas que deu sobre o caso vgm.
O acordo não obriga ninguém a ter de o usar e o velho caquético vgm pode usar o acordo anterior ou até, e porque não velho casmurro, o acordo do tempo do pai ou do avó, ou dos afonsinos uma vez que defende a imobilidade total da língua. O ultra-conservador pode pessoalmente desprezar toda a evolução da fala e da escrita mas não pode é desprezar a lei da República, tanto mais que ocupa um cargo designado pelo governo.
Podia fazer como eu que nunca aplicarei o acordo por incapacidade de o aplicar, aprendi a escrever há muitos anos de uma forma que agora nunca ousaria alterar um hábito e até um gosto tão antigo e arreigado. Mas lá por isso não embirro com o acordo e deixo que o acordo faça o seu trajecto histórico e as novas gerações da era digitalizada possam beneficiar com adaptações da fala e escrita á sua contemporaneidade.

Contudo a casmurrice deste plumitivo é de outra natureza, ele quer ser ouvido, ele quer ser notado, ele quer ser reconhecido e se não o é por via da sua "obra" poética ou ficcional de que ninguém fala que se fale da fala em sí. E deste modo que se fale de vgm, que os media amigos falem da sua grandeza de opinião a partir da sua grandeza de trabalhador intelectual incomparável. Incomparável, diga-se, de oportunismo.

Tem avonde! Porra, basta de aturar manhosos oportunistas auto-convencidos.
Tem avonde! Porra, basta de aturar putedo ultra-conservador que não admite o futuro nem aos outros.
Tem avonde! Porra, basta de aturar bestas quadradas anti-democráticas que não aceita as decisões e se julga acima da maioria.
Tem avonde! Porra, basta de aturar narcisistas umbiguistas que odeiam tudo que não seja a sua própria pessoa.
Tem avonde! Porra, basta de aturar tanta gente que não presta para fiel de armazém e quer ser primeiro ministro.
Tem avonde! Porra, basta de aturar esta imensididão de talentos parasitários que só sabe andar e viver na gosma.

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Tuesday, January 24, 2012

AFINAL A AGÊNCIA EXISTE


Afinal a invenção do paulinho rangel para promover a emigração dos portugueses existe. O relvas, homem despachado sem meias medidas nem entraves democráticos de qualquer espécie, mal pensou no caso, olhou em redor para ver o que tinha mais à mão e, eureka: rtp.
Para que raio serve a nossa dele rtp se não sabe promover e ajudar o governo a exportar os bens transacionáveis portugueses? Se não sabe ou não é capaz, pois bem, aqui estou eu, o tutela, e determino para Angola em força e rapidamente.
Para tal organize a rtp de imediato, disse o tutela, um programa, talvez um prós&contras, em Luanda para promover o nosso empreendorismo e a nossa mão de obra qualificada. Eu estarei lá para abrir portas de negócios e dos cofres angolanos como jamais visto: aliás abrir portas dessas é a minha especialidade como banqueiro offshore.

Dito e feito. Eu vi um pouco daquilo e tive de mudar de canal dado a indisposição que o visto e o dito naquilo me estava dando: aguentei uns minutos ao intenso cheiro mendigante e subserviente que exalava daqueles discursos empresariais cheios do melhor empreendedorismo português em África para o grande bem comum de ambos países.
Os africanos, senhores de Angola, sorriam e concordavam com tudo babados de poder, babados de poder sobre os portugueses ali a seus pés. Era comovente ver tanta irmandade.

Contudo, agora em resposta oficial, mandam o recado em modos sérios para português saber as linhas com que deve tecer a sua emigração: desejam e querem fazer aprovar e controlar todos os projectos e pessoal que queira instalar-se no país deles.
Como quem diz: calma relvas, calma rapazes, primeiro estamos nós e abrir portas tem condições.

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Wednesday, January 11, 2012

NACIONAL CONTO DO VIGÁRIO


Já é nítido e frontalmente sentido o nacional "Conto do Vigário" que a gente do actual governo nos pregou. Aqui com letra "Grande" para que o escrito pensado esteja de acordo com a realidade presente.
O embuste colossal que foi a campanha eleitoral desta gente, que hoje está à frente do destino dos portugueses, está sendo demonstrada ao pormenor todos os dias, em cada medida tomada que, ao contrário do prometido, vai bem direccionada em linha recta ao empobrecimento geral e ao futuro negro e desespero individual e colectivo dos sem esperança.

Gente como passos coelho que pedia desculpa aos portugueses por aceitarem equitativos e quase irrelevantes aumentos, face à dimensão da crise, que negavam e juravam desnecessários caso fossem eles o governo, estão fazendo tudo ao contrário do que prometeram e muito pior para os portugueses, enquanto distribui o "pote" por boys sem pinga de vergonha na sua cara de gerontes inqualificáveis.

Gente como paulo portas que jurava na AR que com ele não contassem nunca para aumentos de impostos, apanhado o poder à mão, logo dá início, em conluio, à promulgação e promoção de aumentos brutais de impostos e tudo que são necessidades básicas hoje, desfazendo-se em justificações manhosas de raposa velha pilha-galinhas, pilha-sobreiros, pilha-negócios, pilha-submarinos.

Quando Sócrates lutava só e conseguia in extremis o acordo para uma ajuda directa da Europa sem fmi e inevitável correlativa crise política agravante da situação, logo com autonomia própria para gerir a crise com a possibilidade de limitar a recessão e manter alguma ajuda à economia para o emprego e crescimento, os mensageiros do "Conto do Vigário" preencheram jornais, rádios e televisões exigindo o pedido de ajuda financeira externa e consequente vinda da troika.

Os primeiros grandes subscritores, operadores e mensageiros do "Conto do Vigário" para o derrube do governo e substituição do governo legítimo por um novo governo a mando de uma troika e armado em mais-que-troika ou super-troika, foram: em primeiro plano, cavaco silva e passos coelho; em segundo plano, jerónimo de sousa, francisco louçã e o paulinho.

Em terceiro plano mas primeiro em quantidade de mistificações e subversões de verdades e realidades, estiveram os falsos mensageiros que venderam a urgência da necessidade de troca de governo como poção mágica e imediata para cura de todos os males, foram: os patrões das televisões que açularam os raivosentos crespo, o pulha; jgferreira, o punheta; a judite, a passarinha laranja; constança, a galinha pescoçuda da tvi que por sua vez acoitaram os medinas, os camilos, os cantigas, os duques, os catrogas, os guedes, os marcelos, os barretos, os macedos, os merceeiros continente e pingo doce, os banqueiros ulrich, costa, gonçalves, os sarnosos sarmentos, angelos, capuchos, bagões, leites, campos e o pachecal "maitre penseur", o único, o sábio, o filósofo e historiador só com certezas indiscutíveis, e os comentaristas encartados, politólogos e "professores", que eram, são mato, de tudo e dos seus alunos a quem "ensinavam", ensinam isto, aquilo e assim.

Outros grandes mensageiros do "Conto do Vigário" aplicado aos portugueses desprevenidos, foram: os jornais tendo à frente o marcelino, o velhaco, com a célula laranja largada em matilha a vender-impôr diariamente o "Conto" à maneira do seu interesse ou do amo; toda a direcção e redacção do "cm" com destaque para o dâmaso, o intrujão; idem para o sol, o i, os económicos e quasi tuti quanti.

E este conjunto orquestral, ensaiado e afinado, sabe-se agora, em parte por grupo organizado em gang macónico, conseguiu vender ao país de calças na mão e aos portugueses desorientados um "Conto do Vigário" colectivo que só agora começa a sair da sombra e ver-se claro que o foi verdadeiramente e quão grande e trágica é a sua dimensão.

Como todo "conto do vigário", só após ir-mos nele vemos o engano e embuste em que caímos e só depois fazemos queixa e pedimos justiça aos poderes instituídos. Contudo, neste caso, tratando-se de um plano aplicado a nível geral e nacional, precisamente pelos poderes instituídos, a quem nos podemos queixar?
Agora a questão não é perguntar a quem podemos ir fazer queixa mas sim, o que podemos ainda fazer nós por nós em liberdade e contra a vigarice.

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Saturday, December 31, 2011

2012, Ó TEMPO VOLTA P'RA TRÁS, DÁ-ME TUDO O QUE PERDI


Vai terminar 2011, o infeliz ano da minha já longa vida que vivo para assistir ao impensável de ver o governo eleito do meu país ter como desígnio de futuro o empobrecimento forçado do seu próprio povo.
Vamos entrar em 2012 com um pm e governo que mentem com o mesmo àvontade e sem cerimónia como quem veste a pele de pessoas sérias, e tão rascas de intelecto e ideias que só lhes dá nos bestuntos tomar medidas para despromover e empobrecer o povo, armados em gang de carteiristas que assaltam todos portugueses pobres e remedeados.
Vamos entrar em 2012, com um governo incapaz e incompetente, que por tal demérito, apenas sabe tomar as medidas fáceis: destruir o que existe e não exigem pensamento ou massa cinzenta mas sim massa bruta de malhos, machados e marretas.
Vamos entrar em 2012 com um governo que vende as jóias que ainda possui e tem a desfaçatez de apresentar tal miséria e vergomha como se se tratasse de um sucesso glorioso, manipulando a nossa desgraça trágico-pedinte em farsa bufa.
Vamos entrar em 2012 com aumentos brutais de todos os serviços e bens de consumo a disparar e todos os rendimentos e serviços prestados a descer brutalmente. E os nossos governantes com um sorriso triunfante de gozo na cara.
Vamos entrar em 2012, mesmo em cima do fecho, com uma lei que trás um novo e violento ataque às classe pobres e médias obrigando-as a desfazer-se de suas velhas habitações onde nasceram e se fizeram gente, atirando os mais pobres para a rua ou casebres e libertando espaços de futuras casas para ricos.
Vamos entrar em 2012, mesmo em cima do fecho de 2011, destruindo-arrasando todos Centros de Formação das Novas Oportunidades, as tais escolas que o pm chamou de centros para aquisição de ignorância.
Assim, o ano de 2011 acaba em beleza e 2012 entra em apoteose sob a batuta da incomensurável patética sabedoria dos nossos governantes: o povo vai deixar de frequentar escolas para ser ignorante e espera-se que passe a ser sábio, a ignorância fica restrita ao circulo dos governantes.

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Saturday, December 24, 2011

GORJÕES E SUA GENTE

JOSÉ DE SOUSA MALAQUIAS

José de Sousa Malaquias, o Tí Malaquias, foi homem das vinte e tal partidas e outros tantos filhos espalhados por meio Portugal .
Contava ele que começou de garoto analfabeto a trabalhar com os empreiteiros de estradas cá da terra. O trabalho nas estradas levou-o para muitos lugares do Algarve e Alentejos com paragens longas em diferentes e estranhas aldeias de muita gente, seu semelhante de humilde condição humana.
Tí Malaquias era vivo como pardal, esperto como raposa e saudável como o sol, tal como se atirava ao trabalho duro de de sol a sol, aproveitava todos momentos de conversa ou convivência com a gente local para pesquisar companhia afim de se libertar da solidão e prestar louvores e honras ao amor. E, metido na sua própria personagem humilde, sem disfarces como Zeus fazia, com artes ancestrais de masculinidade atiradiça, sempre conseguia amparo para a cozinha, cama e roupa lavada.
Com muita genética intrínseca para tentar mulher, com os anos apurou a arte e por onde passou deixou a marca maior de prova de homem: descendência de seu sangue.

Já entrado e aleijado de uma perna por acidente devido à bruteza do trabalho, regressou a casa do pai que vivia com uma mulher ainda jovem. Quando o pai faleceu tomou conta da madrasta do mesmo jeito, vivacidade e alegria com que cuidara das várias companheiras que tivera. E, igualmente, deixou marca de carne viva com alma de Malaquias dentro: filhos gente, que eram irmãos de seus irmãos.

Já velhote, arruinado das pernas e do alcool, só e sem saber dos inúmeros filhos de pai incógnito que pusera no mundo vivos, incluindo os feitos e criados aqui, veio viver para o Alto usando como sua casa uma velha furgoneta abandonada. Já sem capacidade de virilidade para conquistar o amor humano, dedicou-se a uma cabra que o seguia para todo o lado, incluindo a taberna, e era, juntamente com a garrafinha de decilitro de aguardente de medronho, sua companhia de dia e noite.

Sem um queixume ou lamentação, sem uma imprecação aos homens ou ao céu, sem conhecer médico e remédios, tendo a cabra ao lado como agasalho e único bem, uma noite luminosa de bondade o cobriu de sombra e carinhosamente o levou suave e docemente, porque alma tão leve e livre não aceitava desligar-se de tal corpo tão cheio de natureza.

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Wednesday, December 14, 2011

AOS COMBATENTES DE SANTA BÁRBARA DE NEXE, MINHA TERRA

Como pedido pelo Sérgio, Secretário da Junta de Freguesia, afim de figurar inscrito, no todo ou em parte, num pequeno Memorial de homenagem aos Combatentes de Santa Bárbara de Nexe na Guerra Colonial.


Poema para memória de Combatentes da Freguesia

Frente ao perigo de vida ou morte o momento - prova
d’Homem - acontece.
Corpo e alma disputam coragens, despem o que parece,
são heróis nus à espreita, ela do céu ele da cova.
Nada lhes vale bradar aos céus, lamento, súplica prece,
gritar imprecações, sob metralha nada há que comova.

Deixámos a bela juventude, paz e arte de nossos ofícios,
alegria na Aldeia, doces amizades.
Ignoravamos se o império era tirania ou liberdades,
exigiram-nos sangue e sacrifícios.
Submetidos obrigados não discutimos justeza e maldades
da guerra, puros sem ideais, honrámos nobres princípios.

Dignos são de memória e honrosa nomeação inscrita
na pedra, mensagem ao vindouro nexense,
testemunho de filhos valorosos que houveram, pertence
comum de nosso chão amado, terra ínclita.
Tributo merece todo combatente que vencido vence
guerra e tempo, por cumprir acima do que o dever dita.


José Neves
Furriel Miliciano, Angola 1961-1963
Gorjões, 15.02.2011

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