Saturday, December 19, 2009

LUGAR DO ALTO


O MEU LUGAR

NA DOCUMENTAÇÃO DOS ANAIS DE LOULÉ SOBRESSAI A IMPORTÂNCIA QUE ASSUMIAM EM FINAIS DO SÉC. XV, OS LUGARES DE NEXE NOS TERMOS DE FARO E GORJÕES.
EM 1494, SÃO REFERIDOS OS NOMES DE NEXE E GORJÕES PARA FINS DE ESTABELECIMENTO DE QUADRILHAS NO CONCELHO DE LOULÉ.
A ERMIDA DE SANTA CATARINA DE GORJÕES SURGE REFERIDA, PELA 1ª VEZ, NA VISITAÇÃO FEITA PELA ORDEM DE SANTIAGO A S. CLEMENTE DE LOULÉ NO ANO DE 1518. SEGUNDO ESTES DADOS O INÍCIO DA CONSTRUÇÃO DA ERMIDA DE SANTA CATARINA APONTA PARA OS ANOS SEGUINTES A 1494, NOS FINAIS DO SÉC XV.
O FACTO DO ESTABELICIMENTO DA ERMIDA, QUASE IGREJA, NESTE LUGAR DE GORJÕES NO SÉC.XV, DIZ BEM DA DIMENSÃO QUE O POVOADO JÁ TINHA NESSE TEMPO. O POVOADO TER-SE-Á DESENVOLVIDO A PARTIR DOS TERRAS PLANAS ARÁVEIS E FÉRTEIS DO ESTANCO EM CUJO PONTO MAIS ELEVADO SERIA IMPLANTADA A ERMIDA DE SANTA CATARINA DOS GORJÕES, SOBRANCEIRA VIRADA PARA A PLANURA POVOADA.

NO INÍCIO DO SÉC. XX, NO CRUZAMENTO DA NOVA ESTRADA COM O CAMINHO DOS POÇOS PÚBLICOS, UM JOVEM DESCENDENTE DOS "ESTANCOS", JOSÉ PINTO CONTREIRAS, FEZ CASA E ABRIU A 1ª CASA DE COMÉRCIO LOCAL E DEPOIS FEZ MAIS CASAS PARA INSTALAR NOVOS COMÉRCIOS E OFICINAS DE ARTESÃOS DE ARTES RURAIS. E POR FIM CRIOU O LUGAR PARA A "SOCIEDADE RECREATIVA GORJONENSE", O LUGAR SOCIAL E RECREATIVO ABERTO E FREQUENTADO POR TODOS OS GORJONENSES.
INEVITAVELMENTE, ESTE LUGAR CRESCEU E PASSOU A SER A CENTRALIDADE COMERCIAL E SOCIAL DO SÍTIO DOS GORJÕES E SUA PRINCIPAL REFERÊNCIA, ATÉ HOJE.

A CASA ADAPTADA PARA FUNCIONAR A "SOCIEDADE RECREATIVA" FICAVA NUM 1º ANDAR. AQUELA ERA A PRIMEIRA CASA LOCAL CONSTRUIDA COM UNS "ALTOS", AMPLOS PARA HABITAÇÃO. PELO FACTO DA EXISTÊNCIA ÚNICA DESSES "ALTOS", O POVO DEU EM DESIGNAR O LOCAL COMO O "LUGAR DOS ALTOS". E FINALMENTE, POR USO E SIMPLIFICAÇÃO AUTOMÁTICA DA LINGUAGEM, PASSOU A CHAMAR-LHE "O ALTO".

O PEQUENO FILME ABAIXO APRESENTADO MOSTRA O ESTÁDIO ACTUAL DESSE LUGAR, DO BARROCAL MONTANHEIRO, DENOMINADO DE "ALTO".



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Thursday, December 17, 2009

TREMOR DE TERRA

NO MEU LUGAR
Já tinha vivido e sentido forte um sismo célebre, fim dos anos 60 ou início de 70, que levou Lisboa para a rua à volta do aeroporto e arredores, metida dentro dos carros. Morava num 5º andar e das estantes ainda cairam alguns objectos. Conhecia as maneiras.
Contudo há pouco, de mansinho mas rápidamente, toda a parafernália de maquinaria moderna ligada ao computador, começou a balouçar e ranger em crescendo numa tremideira de meter medo a qualquer. Foi um crecendo tal que fazia crer repentinamente que ia crescer até deitar tudo abaixo: verdadeiramente arrepiante. Um tremor de terra, gritei para a mulher, vamos para a rua. Eu ainda fui e lá fiquei uns minutos. Apanhei medo sem ficar aflito, felizmente foi passageiro e apenas com uma ligeirissima réplica.
Às 2,00h a rádio já abria os noticiários com o acontecimento: um tremor de terra na escala quase 6 com epicentro ao largo do Cabo de Sagres, sentido em todo o país mas ao que parece sem estragos nem danos pessoais. Ainda bem, e que se mantenha assim, sossegada, quanto a tremores geofísicos que quanto a tremores geopolícos já temos que bastem.
Passado o susto, ainda pensei na tese de António Barreto: Portugal pode desaparecer. Contudo nenhuma rádio relacionou o terramoto com a trágica hipótese A. Barreto e também não se referiu ainda a suspeitas de Pacheco Pereira se no caso estava metida ou não a mãozinha de Sócrates.

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Wednesday, December 16, 2009

UMA HISTÓRIA GORJONENSE IX


O SACO COFRE

Custódio Correia o " Chave de jogo ou Chavinha", filho de Maria Filipa "Ti'Bate Estradas", toda a vida pouco companheiro do trabalho em favor de muita devoção e dedicação às modalidades patrocinadas por Diana e Baco, na sua velhice conseguiu arranjar poupanças que guardava em casa.
Em jovem fora um promissor ciclista que, treinado e guiado pelo Mestre Félinhos, ganhara imensas corridas na pista de Loulé. Grande sprinter e manhoso como Ulisses, fingia avarias para andar atrás do pelotão donde arrancava em força e velocidade para cortar a meta em primeiro. Contudo o seu gosto por Baco e pelas bacantes de Olhão deitaram a perder a sua promissora carreira de ciclista famoso.
O sinal do seu modo de ser para a vida estava dado. Nunca seria um homem fora do seu mundo rural ligado à terra por raizes vindas desde os tempos primitivos.

Exímio caçador de cão e furão foi, igualmente, mestre na arte de ensinar cães a caçar, como o seu célebre "carocho" preto que apanhava lebres na carreira. Ele próprio parecia que farejava os coelhos, olhava para os buracos dos valados e moiroços e descobria logo se havia bicho dentro pelas pegadas e pêlos recentes nas pedras da estreita abertura. Era um "cão" algo maldoso com os copos mas, sobretudo, como caçador, tinha a experiência de muitos cães cacenhos e, sem faro como eles, indicava-lhes onde estavam os coelhos: era mais caçador que um cão de caça. Por isso, a maior parte das vezes dispensava o cão, levava consigo apenas o furão escondido e quando voltava trazia consigo o furão e mais dois ou três coelhos.

Quase toda a vida alimentou-se da caça e para os trapos e copos fazia a campanha do varejo dos frutos secos e trabalhava de caiador no lugar. Também tinha alguma receita de colheita de amêndoa e alfarroba própria e outra imprópria. Nos anos sessenta, quando toda a gente deu em emigrar a salto para a França, o Custódio também quiz experimentar, e lá foi, tão simples analfabeto como os outros mas mais ingénuo. Via os amigos de infância, passados uns anos, em "vacanças" com bons blusões de cabedal, reluzentes "espadas" e maços de notas soltas nas algibeiras, e não resistiu. Porventura imaginou que em França era como no varejo da amêndoa e alfarroba: era só chegar, varejar, apanhar, vender e arrecadar os francos.

A realidade foi mais dura do que pensara e entrevira através das impressões exibídas pelos seus amigos emigrantes quando vinham à terra. Ainda se aguentou cerca de dois anos em França com a pá e picareto na mão cheia de novos calos grossos. Desiludido, regressou à sua tradicional vida amassada de cal, caça, copos e frutos secos. Perdera qualquer ambição de enriquecer ou sequer de amealhar um dinheirinho para as aflições. Custava muito e ele não tinha precisão disso para nada, tinha a sua casa dos pais, comia do melhor e trabalhava, descansava e bebia quando lhe apetecia. Ele próprio era um cozinheiro gabado e muito requisitado para os petiscos de caça e passarinhos na caçarola. Nunca mais se meteu à aventura para além de enfrentar muitas vezes os guardas da caça de quem tinha de fugir frequentemente pelos matos e esconder-se nas moitas.

Tendo chegado à idade de reforma, disseram-lhe que podia obter a "retrait" francesa pelo tempo que lá trabalhara. E assim o fez e em boa hora: apanhou uma lei francesa mãos largas para reformados e passado um tempo começou a receber trimestralmente cerca de quatrocentos francos, aproximadamente cento e vinte contos. Como sempre soubera viver sem tal remessa, além de poder fazer ums arranjitos na casa e passar a andar melhor apresentado, começou a poder ter pé-de-meia. Sentiu-se pessoa responsável e como tal tinha de pensar no futuro.

Quando chegou à poupança de duzentos contos em notas de mil, fez um rolo das notas e meteu-as dentro dum saco de alfarrobas, bem escondidas para efeitos de segurança contra roubo. No ano seguinte houve boa safra de frutos secos e o Chavinha juntou ao saco-cofre mais uns quantos sacos de alfarroba. O valor arroba de alfarroba estava em alta e o nosso homem começou a negociar a venda das sacas de fruto seco que tinha em casa. Um dia vendeu e o comprador foi com uma carrinha caixa aberta carregar e lá foram para a fábrida de moagem as sacas todas do Custóidinho Chavinha.

Quando o operador do triturador da fábrica de moagem deu por andarem pedaços de papel no ar e descobria que eram pedaços de notas de mil escudos, chegou o Chavinha esbaforido a gritar pelas suas sacas e que não as despejassem no monte para trituração. Tarde de mais, já só havia ripas de notas impossíveis de voltar a ser notas inteiras. As notas reluzentes que tanto custara guadar em sacrfício de belos dias de copos e Olhão, alí estavam feitas migalhas de papel que nem valiam como alfarroba com quem se confundiram.
O Chavinha chorou, coisa rara e nunca vista. Amargurado matutou fundo no caso e perguntava-se indignado porque razão quando pensou em ser uma pessoa normal como as outras, portar-se igual a toda a gente e ter um pé-de-meia para o futuro, é que lhe acontecia tal azar.

Logo esteve inclinado para um castigo do céu pelo longo desprezo ao trabalho e maldades antigas. A infelicidade pela perda da fortuna deixou-o de novo em baixo e para afogar as mágoas voltou à vida antiga de total desprendimento com poupanças. Voltou à sua felicidade de sempre de viver o dia a dia sem preocupações de futuro, de beber e comer, de saúde, de higiéne, de "forrar" dinheiro, de parecer igual aos demais. E com tal estado de espírito, aos poucos, não só voltou a ganhar a alegria perdida como começou a apreciar e gostar ainda mais que antes, do lado humano primitivo e simples como levava a vida. Sentia-se outra vez ele próprio, sem imitar ninguém, comendo e vivendo dos bens selvagens e livres da terra, e era tão livre como os coelhos ou passarinhos que apanhava para seu sustento.

Então, fazendo uma retrospectiva do que lhe havia acontecido sob a perspectiva nova do que lhe estava a acontecer, agora já não tinha dúvidas. A perda da fortuna pela trituração das notas fora simbólica: afinal fôra um aviso do céu e não um castigo. Um aviso sob a forma de parábola, como é tradicional do céu, que indicava que ele andava triturando a sua bela vida em liberdade em prol da ambição e futuro incertos. Agora percebia a subtileza e o alcance do céu ao fazer-lhe um mal imediato para que pudesse reconhecer o bem depois, para sempre.

O Chavinha ainda viveu muitos anos dentro da sua pele própria de caçador, de comungador no altar de Baco, de caiador, de inigualável ensaiador de cães, de figura única. Nunca, nem jamais lhe passaria pela cabeça, ensinar um cão a velar um morto. Contudo o seu cão, quando uma noite caiu da cadeira morto devido a um avc fulminante, deitou-se encostado a seu lado e ali ficou quase dois dias. Dando conta que o dono não acordava nem se mexia e estava frio avisou a vizinhança toda com choros de ganidos desesperados. Outra lição do céu através de nova parábola: o céu, que desde as origens dera aos cães o don do faro para detectar, conhecer e gostar do dono, dera também ao Chavinha o don de ensinar o faro dos cães para caçar, tornando viável o seu modo de vida simplles, junto da natureza sem ambições mundanas.
Moral da história: o Chavinha sempre viveu sob o desígnio e benção do Céu, logo deve estar em boa companhia.

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Saturday, December 12, 2009

OS JOGADORES


DE BATE BOLAS

É verdade, às segunda e quintas tenho um de bate bolas, ou um debate com bola. Ou seja, com uma bola só a gente de bate bolas para cá e lá da rede. Somos dois, cada um de cada lado da rede de bate bolas na mão. Mas, e como é um jogo afanosamente mexido e disputado entre dois adversários com mais tempo em cima que jogo, já mais cobertos e pesados de tempo que de ciência e técnica, acontece terminar sem drama depois de passar por algum estilo de comédia burlesca.
Começa em jogo bate-bolas com boa leitura e bom estilo, intermeza em réplicas de irritações bate-bocas-desabafos por falhanços infantis imperdoáveis, inclui discussões de contagem por despiste de memória, inclui discussões de bate-fora bate-dentro por visão distorcida, e tem epílogo de boa disposição e bem-estar com saída por cima de qualquer casmurrice marreta. Isto é, com o sábio reconhecimento de que o outro parceiro, a pessoa amiga, a amizade, vale bem mais que quaisquer peripécias circunstânciais.

Porque cada um explana o jogo sob argumentos tácticos opostos e cada um tem resistências diferentes nos mui usados e gastos bofes, o jogo toma ar de peça em palco. Um, com bofes de liga fraca, quer ganhar o ponto à força atacando tudo desvairadamente, o outro, com bofes de liga forte, não quer falhar e perder de modo nenhum e devolve tudo atlética e certeiramente. De modo que, de início as trocas de bolas são a perder de conta, e em três tempos o forcejante está com os bofes de fora enquanto o outro continua fresco, impávido, metódica e disciplinadamente na sua táctica de desgaste aproveitando o mínimo erro sem falhar. E os falhanços passam a ser mato na medida do esforço dispendido, para quem faltam bofes face ao adversário que ainda por cima é também forte na rede. Em resumo, o adversário que já é, de longe mais forte de pernas, bofes e jogo de rede, fica cada vez mais forte e senhor do jogo.

O início do cansaço e dos falhanços bate-bolas começa com irritados bate-bocas sobre perdas infantis inperdoáveis, como: "merda, depois do ponto construido em beleza e à mão de um toque, falhas, meu burro idiota"; "punheta de merda, fazes tudo bem para acabares dando o ponto de borla, meu camelo"; "que merda dum cabrão esta heim! com o campo todo à mercê e pôes a bola fora, grande palerma"; " que porra de merda esta, faço tudo bem e falho no momento de matar o ponto, punheta de gajo, eu"; são expressões, pouco académicas e mais do calão vernáculo, usadas durante o jogo pelo de bofes-curtos e jogo a matar.
Do outro lado, o jogo concentrado do bofes-longos na exploração do sucesso que se desenha através da táctica utilizada e seguida à letra. Mas duas perdas de bola fácil seguidas também soltam a fera escondida nos tiques do professoralmente correcto; "meeeerda", com raquete bate-bolas ao ar ou ao chão.

A causa e o efeito do constante recurso a monólogos exorcistas levam a discussões de contagem por despiste de memória, já de sí cheia e pesada de tempo. O despique dos pontos, o despique dos monólogos, o despique da contagem do jogo, o cansaço e o suor, levam a visões deslocadas de bate-dentro, bate-fora. Por efeito de vista através de óculos embaciados, de um lado, ou de vista cegueta pelo uso, cataratas ou miopez por outro, cada um vê a bola bater do lado que lhe convém. Como ninguém pode mentir a sí próprio ao emitir um juizo, cada qual acredita na sua versão: logo ou há cedência de dúvida ou repetição de ponto e o jogo continua.

Acontece assim devido ao despique do jogo apenas ou sobretudo devido ao adiantado estádio de vida dos jogadores? Ou uma conjugação das duas causas citadas, por sua vez causas de outras causa e assim recuando ou avançando sucessivamente, vias e caminhos diversos que conduzem ao trilho resultante direccionado ao iniludível indefinido total?
Tudo está ligado. Os inícios são infinitos, o percurso tem caminhos infinitos, mas todos vão desaguar num último e único desfiladeiro intrepável que termina no abismo negro sem fundo. Tudo está ligado por uma teia de fios-caminhos invisíveis que conduzem todos ao memso lugar sem escapatória.

Era bom, portanto, ter sempre presente ao longo da estadia por cá, esta finalidade comum. Durante a força do sangue, as forças exteriores da necessidade condicionam e encobrem o fundo do deternimismo final onde todos vão bater, então qualquer razão de queixa minhoca leva ao desentedimento e voltar de costas. Não é esse o nosso caso, já temos tempo e maturidade de sobra para distinguir a essencia da pele das coisas. E os despiques rascas, os monólogos porno, as discussões patetas momentâneas, por via de sábio bom senso adquirido na escola do tempo, fazem que reconheçamos que são isso mesmo: patetices sem valor de uso ou troca.
Logo, o nosso de bate bolas, funciona ao contrário: não divide, liga; cria um desejo de mais apesar de, cimenta a amizade. Liberto das necessidades fabricadas e impostas incessantemente, mais livre de condicionalismos sociais, o homem volta o olhar mais para dentro de sí que para fora. Infelizmente, nos tempos actuais, isso só é possível algo tarde. Mesmo assim vale a pena não desperdiçar.

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Tuesday, December 08, 2009

ÁGUAS E ESGOTOS NA CULATRA, FINALMENTE.

ADÃO CONTREIRAS, a emgrenagem

ÁGUA E ESGOTOS EM SANTA BÁRBARA DE NEXE-GORJÕES, QUANDO?

Finalmente a população da Ilha da Culatra-Farol tem água potável e esgotos para sua melhor qualidade de vida e bem- estar. Os nossos parabéns, mas:

E nós Nexenses-Gorjonenses quando poderemos dizer o mesmo e fazer a nossa festa?
Quando, finalmente, poderemos obter a igualdade e mesma dignidade dos habitantes da Cidade e dos Culatrenses?
Quando mereceremos o respeito igual devido a todos, para que possamos respeitar todos igual?
Quando deixaremos de ser cidadãos menores para sermos concidadãos?
Que critérios de medida levam que a Culatra tenha prioridade sobre outros locais?
Quando terminará a discriminação Cidade- Campo de que a prioridade dada à Culatra torna evidente?

Caros Ex-Presidentes e Presidente da CMF;
Lembro que Santa Bárbara de Nexe tem uma Igreja gótica-manuelina do Século XV, e Gorjões uma Capela-Igreja igualmente do fim do Século XV princípio do XVI. Esta velha identidade declara à História que estas localidades são habitadas e servem Portugal há Séculos. Em 1374, já um tal Gonçalo Fernandes de Nexe contribuia para a exportação com duas arrobas de figo, e em 1479 cinco habitantes de Gorjões e quatro de Santa Bárbara de nexe eram contribuintes do Reino com, respectivamente, 7o e 100 reais.

De 1374 até 2009; são 635 anos a contribuir para Portugal. E só a contar desde o registo histórico, poque antes haverá mais História não escrita, aquela, dum povo e localidade económica em crescendo, que levou até à importância de ser registada na História.
Será que todos carregam mais merecimento que nós a ponto de serem sempre escolhidos primeiro para obter direitos que são devidos a todos os Farenses igual?

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Monday, December 07, 2009

85 ANOS

PARA MÁRIO SOARES,
HAPPY BIRTHDAY MR. PRESIDENT.


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Sunday, December 06, 2009

DESIGUAIS E O MESMO


O DESISTENTE
Há anos o, já em vias de decadência, A. Barreto, veio cá passar férias um Verão e encontrou um Algarve do 3º mundo, sujo, porco, mal arquitecturado, defigurado, mal-tratado, pato-bravogizado, incompetência, degradação e outras indecências e porcarias e, por conseguinte, indigno de sua cuidada e limpa pessoa. Na verdade nunca mais, que eu saiba, escreveu crónica sobre férias suas por cá.

Contudo, ainda assim, nessa altura conseguiu vislumbrar no meio do imundo deserto sujo algarvio um oásis: o supermercado "Apolónia" em Almancil. E vai daí, após a catilinária sobre o Algarve, desatou a alinhar uma verdadeira apologia sobre as inenarráveis qualidades e virtudes da dita casa de comércio. Nem o maior publicitário pago faria melhor.

O decadente e desistente A. Barreto anda agora a espalhar pelos média, com ar meio-entristecido meio-científico meio-oracular meio-defunto, que "o país está a caminho de tornar-se uma irrelevância e desaparecer".

O mínimo que se pede a A. Barreto, o prestidigitador, é que, sabendo ele de antemão que o país vai desaparecer, nos dê alguma pista de que jeito e para que parte incerta e invisível da nossa vista vai o país, de modo a que, aos vivos que ficam e gostam de Portugal, o possam voltar a procurar e achar.


O PARASITA
VascoGM, o parasita-mor deste país, chegou à conclusão que os portugueses que votaram contra sua opinião são uma porcaria que votaram numa porcaria e que agora devem rebolar-se e besuntar-se nela. Se o povo vota na porcaria, então o povo é uma porcaria igual ou pior, que merece o castigo de comer na merda, é a tese de graça moura, comedor em baixela fina.

Habituado a viver parasitáriamente no parlamento europeu donde recebeu chorudamente enquanto trabalhava para sí próprio em traduções, publicações, crónicas semanais em jornais, e outras actividades "culturais" particulares bem remuneradas, afastado deste tacho de asas altas ficou furioso. Devem ter-lhe prometido um alto, largo e fofo cadeirão topo de gama após as eleições, que ele previu e entreviu, face à forte possibilidade vencedora vislumbrada que se seguiu após as eleições europeias.

Agora, de mãos a abanar, lá tem mais uma vez de ir ao sacrifício de apaparicar outro chefe "semi-bárbaro" a quem tem de professorar, e tudo por causa do maldito Sócrates que o povo não deixa apear. Como disse preto no branco o outro VascoPV, o problema está todo no PM, sem o qual seu apeamento urgente, os "génios cultos bem-pensantes" nada conseguem de bem-estar, respeitabilidade, dignidade "papal" perante a massa arráia-miúda ignorante.

A estrumeira, segundo vgm, que é a porcaria a rebolar-se na porcaria, sempre foi para a mãe natureza fonte de alimento de frutos e flores plenos de gosto e beleza. A actualidade não foje à regra: a nossa estrumeira imunda imensa deu à luz esta deslumbrante flôr-de-cheiro, chamada graça moura, que nos quer rebolados na caca alheia. Ou enrolados na dele?



A RECITADORA
A doutora MFL quando chegou à presidência quiz ser ela mesmo: dizia o que pensava ela própria. O seu pensamento sentido atirado para os média, sendo politicamente incorrecto, foi dado como sendo "deslizes do seu falar simples com o coração" e como tal, logo apareceram os amigos tradutores para nos informarem do verdadeiro sentido do pensamento emitido. Os tradutores, como se sabe, lêem nas entrelinhas que é uma leitura onde cada qual lê o que dá jeito ao objectivo pretendido. Vocês sabem, tal como a Igreja e Saramago: este lê as linhas e os bispos lêem as entrelinhas, o que permitiu, até hoje, cerca de milhares de interpretações diferentes.

Foram tantos os "deslizes" do coração falso para a boca verdadeira, e tantas as traduções interpretativas politicamente obrigatórias, que MFL deixou de falar por ela para passar apenas a recitar os tradutores. Sendo que se revelou grande especialista em interpretações convenientes, JPP foi promovido de tradutor-mor a acssessor-redactor e ideólogo-mor. Agora MFL apenas se limita a assimilar o que ideologiza JPP e fazer de seu alti-falante.
E não é que novo e pior mal está acontecendo. É que as ideias políticas de JPP são uma catástrofe: o povo ignorante não alcansa tão elevadas estratégias para a felicidade definitiva. E vai daí chumba todas as propostas pachecas. E vai daí o povão do partido já não pode com as pachecas intromissões.
A coisa vai acabar mal e pacheco ainda vai virar a seta para baixo novamente.

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