Wednesday, July 10, 2013

ENGASPARADO


Mas porque carga de pensamento, ou falta dele, ou medo dele, o Seguro não foi capaz de dar uma resposta uma hora depois da conversa de "amigo da onça" de Cavaco? Já não peço que desse uma resposta dez minutos após, o que seria o razoável e suficiente, mas passada uma hora e depois outra e outra e não ter uma resposta para dar a tão evidente armadilha é mesmo mau de mais.
Ante-ontem nas cadeiras das TVs dos ppd eram só comentadores e politólogos alinhados a passarem a mensagem de que eleições não, nem pensar pois era somar crise à crise, era paralizar o país meses, uma calamidade, (esquececeram-se de que o governo está paralizado há dois anos com excepção de aplicação de medidas de austeridade: maior calamidade será possível?).
Alguns, como a de ar doce e Graça de sua graça, até batiam e repetiam na tecla do dever de compromisso do PS, que o Presidente devia forçar os assinamtes do memorando a um compromisso e argumentava a graça: de que serve a o PS ganhar com mais um voto? Hoje percebi a insistencia: não passava de avançar com a receita do Cavaco que certamente já era do conhecimento de gente fixe para ir preparando o terreno.  
Para todos estes de cu bem assentado nos cadeirões à volta do pote, a democracia pode bem esperar pois não passa de um obstáculo ao assalto da cavalaria laranja-azul.

Hoje, após a proposta de Cavaco pela TV, à volta das cadeiras de comentadores encartados e afins estava sempre, entre os habituais, um elemento do PS. Face ao facto do Presidente empurrar quase à força o PS para dentro do barco a afundar-se, todos acharam necessário saber a opinião de elementos influentes do partido: apalpavam a receptividade à proposta. E todos foram unanimes em rejeitar, sem refúgios, a proposta armadilhada do Presidente.
Porque toparam logo que embrulhada de "salvação nacional" a ideia clara contida de alto a baixo no discurso é, acima de tudo, de  uma proposta de "salvação presidencial". Na realidade Cavaco, como sempre e mais uma vez tenta entalar o PS: ou este entra no barco já todo roto e morre afogado ou será acusado de ter afundado o barco por não o ter socorrido. E acha que com tal artimanha ganha a sua salvação.
Viciado em narcisismo professoral ficou embasbacado no cintifismo económico do Gaspar. Agora, engasparado, ao ver a sua imagem a esfumar-se nas ondas crescentes começa a ficar aterrado de medo com o presente de que foi o principal artífice e já antevê apenas o seu nome na História em notas de rodapé a letras negras, logo ele que toda a vida trabalhou e se esforçou para ter páginas de letras a ouro. 
Mas o homem estrebucha e, qual paulinho das feiras e espertezas, tenta apanhar a água do capote e atirá-la para cima dos que desprezou e humilhou. Só não se percebe porque espera o PS para dar a devida resposta a tão amadora armadilha.  

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