terça-feira, julho 08, 2008

O PIRILAMPO













Pirilampo, segundo a enciclopédia da Verbo, é o nome por que é conhecido em Portugal um pequeno coleóptero da família dos lampirídios. De hábitos nocturnos, possui orgãos luminescentes no abdómen, prsentes apenas nos machos.
Pirilampo, para a enciplopédia Larousse, é apenas: coleóptero cuja fêmea não possui asas e é luminosa.
Para o Fontinha, Pirilampo é: (Gr. pyr=fogo + lampô=eu luzo), insecto coleóptero pentâmero, que dá luz fosforescente e vulgarmente conhecido por vagalume ou lumeeira.

Já há muitos anos, desde criança quando andava e brincava à noite pelos caminhos dos matos, que não via brilhar na noite escura a luzinha pontual intensa e brilhante emitida pelo designado Pirilampo mas que nós aqui chamamos de luz-em-cu. Uma noite destas, no quintal, um deles veio visitar-me e fiquei impressionado a pensar, dado a crise do petróleo, que tipo de combustível usará este bicho eléctrico na sua central produtora de energia eléctrica luminosa. E sem flutuações, sem altos e baixos luminosos, sem oscilações de intensidade de luz, sem apagões, sem avarias de linha, uma central eléctrica impecável e infalível, uma maravilha.

Se tivesse juizo e falasse que diria o Pirilampo face à actual crise petrolífera e a tonteria em que os homens andam dada a dependência do estilo de vida que criaram e desenvolveram para seu auto-propalado progresso e bem-estar. Afinal um pequeno e despretensioso luz-em-cu tem luz própria para se iluminar a si e ser notado, enquanto o homem, quanto mais procura a sua luz mais se enfia nas trevas. E os que se atribuem a sí como possuidores de luz própria brilhante, deviam fazer como o Pirilampo; iluminar-se a sí próprios, fazerem-se luminosos sem exibicionismo, deixar que os outros observem e certifiquem a sua luminosidade, para que não nos enganem com imitações, falsificações ou luz reflectida. E luminárias falsas é o que mais há e prolifera em todos os lados e actividades e, tal como os pirilampos segundo enciclopédias acima, tanto nas fêmeas como nos machos.

Etiquetas: