INTERMITÊNCIAS II

BANHOS E CALÇADÃO
À luz do luar telemóveis e corrente
luminosa uma nortada de gente
cheia de sí sobe e desce o Calçadão
soltando as palavras virís do Bulhão
disparos certeiros de boca de peça
fálica remate-golo de toda conversa
miúda e graúda normal ou maníaco
cultural do uso e abuso do Príapo
instrumento pai da humanidade
feito deus desde o tempo sem idade
dado à história pela bela arte grega
esculpindo alto e firme uma verga
maior que o deus-corpo portador
emblemático desse fogo-macho criador
incessante de vida sine qua non
hoje fala característica do "bulhon"
povão que veraneia à caralhada
tanta como areia e pedras da calçada
tem o Calçadão e se os ritos elêusino
e dionisíaco celebravam vida e destino
viril do homem arcaico e sábio grego
porquê o celebrante d'hoje seria labrego?
À luz do luar telemóveis e corrente
luminosa uma nortada de gente
cheia de sí sobe e desce o Calçadão
soltando as palavras virís do Bulhão
disparos certeiros de boca de peça
fálica remate-golo de toda conversa
miúda e graúda normal ou maníaco
cultural do uso e abuso do Príapo
instrumento pai da humanidade
feito deus desde o tempo sem idade
dado à história pela bela arte grega
esculpindo alto e firme uma verga
maior que o deus-corpo portador
emblemático desse fogo-macho criador
incessante de vida sine qua non
hoje fala característica do "bulhon"
povão que veraneia à caralhada
tanta como areia e pedras da calçada
tem o Calçadão e se os ritos elêusino
e dionisíaco celebravam vida e destino
viril do homem arcaico e sábio grego
porquê o celebrante d'hoje seria labrego?
Etiquetas: crónica poética
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