segunda-feira, julho 06, 2009

MAIORES QUE PORTUGAL

AS PRIMA-DONAS
Primeiro foi Saramago, recentemente Maria João Pires, e agora é a vez de Miguel Sousa Tavares descobrirem a reduzida dimensão do comezinho Portugal no qual já não cabe a sua rotunda dimensão moral e incomensurável grandeza intelectual. A estes dois últimos já nem a Espanha chega; para não se sentirem abafados mental e criativamente, precisam dum espaço vital de tamanho continental onde possa sobreviver e exteriorizar-se um valor, consciência e pensamento maior que o seu país.

MST desvenda quais os males de que o país padece; está agastado com gente em quem depositava esperança, e tal gente, a primeira coisa que faz é deixar a política para ir ganhar dinheiro, o que leva a supor que ele não, que ele não fez nem faz tal coisa, ele só faz política "de fora" para a "bucha" do dia a dia.

É uma pena que tanta gente possuidora de infalíveis inventários dos males e dos remédios de Portugal, em vez de os proclamarem, publicitarem e, dentro ou fora dos partidos os proporem aos portugueses e baterem-se por eles, mostrar que são mais capazes, o que lhes acontece é o desencanto, o desânimo, a perda de esperança e por fim, alçar a caganita e fugir .

Malharam no Guterres porque fugiu para a ONU, malharam no Barroso porque fugiu para a UE, malham no Santana porque, corrido de todo lugar por incompetência, foge e corre corre, sempre perseguindo, ininterruptamente, alcançar quaquer cadeirão dourado. Sem pré-anúncio, os políticos fogem como ratos dos navios ante-catástrofe, as primas-donas com o aviso de que já não cabem no país e vão embora daqui, deste imerecido e mal agradecido cantinho, pré-anunciam com o seu abandono e ausência, a chegada iminente da catástrofre.

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