quinta-feira, outubro 07, 2010

ONTEM E AMANHÃ. E HOJE?

Quando falam de hoje, tidos sábios economistas e outros ex-governantes responsáveis, falam sempre de uma iminente e pendente ameaça económica-financeira-política sobre o país que o levará a uma desgraça trágica inevitável. Nunca antevêem uma saída airosa, jamais prevêem uma medida inesperada e ainda nunca pensada que seja uma escapatória para contornar ou saltar a tragádia anunciada, são incapazes de um golpe de asa inventivo descobridor capaz de evitar a tragédia à vista e sair em grande espantando o mundo com um feito português. Sabem tudo mas são incapazes de apontar um caminho de saída por cima e salvação. Nada, apenas espantam os portugueses com maus prenúncios de inundações de fantasmas medos e cocas .

Ao contrário, quando falam do passaso ufanam-se e babam-se em discursatas simplistas sobre os feitos e façanhas históricas dos navegadores que foram capazes de dar mundos ao mundo. Neste caso esquecem completamente as histórias trágico-marítimas, omitem os sacrifícios e sofrimentos incríveis do povo marinhagem arraia-miúda. Só falam do que foi inscrito na história do mundo pelos portugueses sem explicarem que sacrfícios foram precisos o povo sofrer para alcançar tão brilhante resultado. Como se a glória dos feitos históricos fosse uma coisa do pensamento e caída do céu sem esforço, sem suor sangue e lágrimas de sal.
Tudo indica que tais sábios economistas, se se vivessem naquele tempo incerto e duro pertenceriam de alma e coração, ao grupo daqueles que nos cais do Restelo apenas falavam de tragédia porque só até aí enxergavam.


Hoje todos somos unânimes em gabar o sonho marítimo dos antigos chefes. A Pátria está agradecida porque valeu a pena apesar da tragédia. Ter uma Pátria merece todos os sacrifícios, ontem e amanhã. E hoje?

Etiquetas:

sábado, março 20, 2010

"EUREKAS" À PORTUGUESA

ENGRAÇADO
Os comentadores, a generalidade, sobre o orçamento ou pec faz a crítica cerrada afirmando que não passa de um engano manifesto, que tudo está mal pensado e planeado. E em "passant" no meio do paleio desenfreado afirmam, com a enfase do "eureka" de Arquimedes, que o remédio infalível para o mal de Portugal é o desenvolvimento económico.
Só que, tal como os portugueses desde D. Afonso Henriques, todos os governos desde o 25 de Abril, e todos os economistas de todos os tempos, andam exactamente à procura de descobrir o mecanismo que faz arrancar sem falhas o ambicionado desenvolvimento.
Era bom que tais sábios tão lestos a apontar o problema dessem alguma dica, ao menos como ajuda para descobrir o botão automático que dispara o busílis do desenvolvimento económico.

Etiquetas: