Monday, March 24, 2014

A GRANDEZA GRANDE DO FIGURÃO

Este figurão, que começou por ser uma figurinha do esquerdismo radical maoista revolucionário anti-democrata, logo que viu derrotado o prec alistou-se na escola cavaquista na qual, ao lado de alguns homens honestos, se apresentaram, ocuparam e saltitaram de lugares como chusma de pulgas numa onda de oportunistas e arrivistas que, saídos da província com uma mão atrás e outra à frente, somente ambicionavam e se preocupavam como se haviam de tornar homens ricos e poderosos.
Conforme a bajulice ao mestre-escola, também ele um provinciano inculto e manhoso, mas sobretudo de acordo com as ambições pessoais, uns enveredaram por secretários e ministros da área dos negócios do Estado e outros por áreas mais de negócios políticos.
O dito figurão enveredou pela área dos negócios com o estrangeiro. Aguentou firme e completou os estudos na escola cavaquista: estava preparado culturalmente para ser o que quer que surgisse e desejasse. Com o canudo superior da dita escola no bolso foi uns meses para os USA e tirou um curso qualquer, coisa rápida, que lhe garantiram apoios internos e internacionais imediatos que o guindaram, à primeira oportunidade a chefe de governo. Aqui chegado faz-se moço de recados e criado nos Açores onde serve uma ementa de guerra aos senhores bush, blair e aznar. Ainda mal os milhares de mortos iraquianos não haviam arrefecido já o figurão apunhalava o vitorino pelas costas e se preparava para ir chefiar a Europa para servir os senhores antigos mais o novo senhor alemão.
A sacanice feita ao vitorino era a prova de bom aluno da escola cavaquista mas já antes tinha comprovado boa aprendizagem no negócio com o coutinho e na compra dos submarinos.
Mal chegado à Europa esteve metido noutro negócio com um armador grego, algo semelhante ao do coutinho, cá. Tornou-se o caniche da Merkel para ladrar e morder nos pequenos países, incluindo o seu próprio. Tentou atacar os antigos interesses culturais tradicionais franceses em detrimento da cultura fast-food dos states o que levou mesieur Holande a empertigar-se todo para o calar. Contudo com os fracos o figurão, com a crise financeira em pleno, continuou em crescendo a tecer discursos de ameaças e diktat aos governos sob ajuda financeira. Foi uma constante a sua pose de caniche empinado ao microfone a ameaçar os povos: a cenoura ou o cutelo.
O apogeu do seu reino de lacaio europeu dos states deu-se agora no caso ucraniano. Ao serviço dos amigos americanos queria a nato e a cia na Ucrânia e até ameaçou os russos, esquecendo-se que não estava a lidar com a Grécia ou Portugal. Ao serviço dos donos armou-se em super-homem em defesa dos ucranianos enquanto ameaçava com represálias sobre os russos caso não deixassem a sua Europa dar ordens no país às portas da Russia. Assolou os ucranianos a tomar as ruas e praças e o poder que ele, chefe da Europa, lhes garantia protecção na guerra e na paz para sempre em democracia.
E agora é o que se está vendo e sobretudo o que os ucranianos estão sentindo na pele e é um arremedo da segurança mui especial que a Europa dedica aos seus parceiros mais pobres: mais pobreza e desgraça. No caso ucraniano o figurão vai deixar um país prestes a desfazer-se à beira de uma guerra civil e se e quando as balas de matar começarem a assobiar por todo o lado o figurão estará a salvo recolhido no doce conforto do lar europeu.
Na sua escola uma das regras essenciais a nunca esquecer é estar nas coisas sempre do lado de fora: carne para canhão serão os que estão do lado de dentro. Milhares de Mortos iraquianos, servios, kosovares, macedónios, líbios, sírios, ucranianos, russos? Mas que é isso comparado com a grandeza da sua própria persona.

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Monday, March 17, 2014

SUCATEITO EMPRENDEDOR NÃO CERTIFICADO POR ESCOLA PRESTIGIADA.


A partir de escutas a uma dita "associação criminosa" o procurador Marques Vidal de Aveiro descortinou um "atentado contra o Estado de Direito". Quase se faz crer, por ligação insinuosa, que um "atentado ao Estado de Direito" foi intentado a partir de uma intitulada "associação criminosa" ligada ao "poder político da altura".
A tal, considerada pelo procurador, "associação criminosa" era uma empresa legalizada operando em total legalidade perante a lei, a ordem administrativa e fiscal estabelecida. Uma empresa de alguém que se fez empreendedor a partir de ser comprador de ferro velho e sucata percorrendo porta a porta com um triciclo de caixa aberta.
O "crime" desta "associação criminosa" não foi matar, tentar matar, ameaçar ou fazer mal a alguém mas sim ter uma lista de contactos de clientes e dar presentes de Natal a esses clientes como usual e normal em qualquer empresa portuguesa. O senhor procurador deve ter tirado o cu da escola para pô-lo na Procuradoria como magistrado, caso contrário saberia que nenhuma empresa sobrevive sem uma lista de clientes e respectivos contactos para fazer e manter os seus negócios. Essa lista de relações que se vai estabelecendo e crescendo na mesma medida que a empresa faz negócios e cresce é a alma do negócio da empresa e, por isso muitas vezes, um segredo patronal nem sequer registado.
E calcule-se, quer-se vender a ideia que prendas de centenas de euros são um montante exorbitante e corrompem administradores para quem tais verbas nem dão para as gravatas. Entretanto fazem vista grossa sobre corrupção de milhões planeada, elaborada e executada por banqueiros e homens do circulo intimo de políticos amigos que deixam prescrever de enfiada. E estamos apenas falando das prendas contabilizadas e das grandes corrupções detetadas.
Hoje, uma grande empresa financeira ou multinacional, institui a si própria, prémios aos seus gestores de milhões de euros por resultados: uma verdadeira obscenidade e um crime quando a gestão de resultados é feita tendenciosa e fraudolentamente para engordar o prémio. Vejam-se os vários casos, ainda anteriores a esta alegada "associação criminosa", da banca portuguesa e grandes empresas da área pública.
Mas esses casos, tal como intentar a mínima investigação sobre prendas dadas pelas grandes empresas, não importunam minimamente o sono do Dr.Vidal. Com a corrupção milionária do peixe gordo da linha e de linhagem não se atreve o procurador mas, com o desgraçado sucateiro que se atreveu a ser empreendedor fora da escola certificada e prestigiada do empreendedorismo cavaquista (agora também se conheceu o valor empreendorista do batatinha M.Mendes na Madeira depois do engenhoso empreendedor tardio P.Coelho na Tecnoforma), o senhor arrilha e ouriça o pelo pronto a atirar-se sobre o empreendedor sem carta de alforria.
É claro, para qualquer observador atento, que o móbil e fim pretendido do procurador é atingir terceiros "do poder político anterior" e este caso serviu para vislumbrar um "atentado ao Estado de Direito" feito, calcule-se, por um PM eleito contra o seu próprio país, através de conversas telefónicas avulso entre pessoas políticas amigas fazendo comentários acerca da vida política de adversarios. É tão ridículo querer fazer passar a ideia que alguém planeia um atentado de Estado trocando conversas de café ao telefone que, ao contrário do pretendido, nos alerta o pensamento para uma tentativa de atentado à liberdade no Estado de Direito concebida a partir de abuso de poder de magistrado.
E, mais nos suscita ainda tal pressuposto, a sonante proclamação de pedidos de castigo espectacular para manter acesa a ideia do "atentado ao Estado de Direito" que o jornalismo corrupto se encarregará de ir buscar ao lixo para voltar à espectacularidade das manchetes acusatórias.
O desgraçado do sucateiro teve o azar de ser empreendedor no tempo errado, pois, caso tivesse sido aluno da escola certa no tempo certo, hoje, poderia ser apresentado ao povo como o "empreendedor modelo".

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Monday, March 10, 2014

CINEMA, TEMAS E GENTE DOS GORJÕES (6)

 
É, hoje, unânime a opinião de que foi no Paleolítico Superior (20.000-6.000 anos a.C.), após o surgimento do Homo Sapiens, que se desenvolve plenamente a arte pré-histórica.
O principal material da arte paleolítica é a pedra, sobre ela realizavam-se as pinturas murais e grande parte das gravuras e esculturas. 
Com o Neolítico (6000-3000 anos a.C.) a arte dá um salto concepcional gigantesco e deixa de ser arte como reprodução para ser arte como criação de símbolos. Nesta época o homem ainda trabalha colossais blocos de pedra que dispõe sobre a terra formando uma estrutura arquitectada designada dólmens ou menires. A partir do Calcolítico(após 3000 anos a.C.), o homem já trabalhava o ouro e o cobre e logo de seguida atinge a idade do bronze na qual se dá a grande substituição dos utensílios de pedra pelos metálicos.
Sabe-se que os Fenícios foram os grandes dominadores do comércio do bronze e simultaneamente também é na sociedade e cultura Fenícia que surgem as primeiras pinturas-mosaico conhecidas. A mesma técnica foi adoptada e desenvolvida pelos Gregos que, por sua vez, a transmitiram aos Romanos que a utilizaram abundantemente nos seus palácios e villas.
Também em Portugal os Romanos utilizaram essa arte frequentemente como se pode ver, ainda hoje, em Conímbriga e Milreu. Entre nós, esta arte herança dos romanos, está na base da nossa calçada portuguesa que que se tornou uma das imagens que marcam a identidade portuguesa no mundo.

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