quarta-feira, janeiro 06, 2010

DEMOCRACIA MENOR

Adão, o poder

MAL VÃO OS HOMENS E O PAÍS DESSES HOMENS

Anda meio Portugal a discutir as "escutas" feitas através de espreitadelas a telefones de uns cidadãos por outros cidadãos arvorados em denunciantes oficiais da democracia. Eu acho, se me é dado o direito de também achar tal como a outros o de espreitar, que a Democracia bem podia dispensar tais abusivas e pidescas espreitadelas, pela calada, à vida privada dos cidadãos, de qualquer cidadão.
Não se viveria, como agora se vive, nesta alarve e imbecil discussão acerca de se se cometeu um crime através de uma fala ao telefone.
Todas as discussões palermas, vazias e decadentes como esta seriam evitáveis desde que hovesse uma Democracia maior e saudável capaz de:

Mudar a lei e pura e simplesmente proibir todas as escutas. Todas e a quem quer que seja. A ninguém deve ser dado o direito de escutar às escondidas o outro. O povo não deliberou em lado ou lugar algum que um cidadão, ou grupo deles, se possa colocar clandestinamente na posição de "escuta para bufo denunciante" da vida privada de outro cidadão com direitos iguais a todos os demais compatriotas.
Acaso alguém entre vós, cidadãos portugueses, se se souberem sob escuta aceitam tal situação? Então porque aceitam que outros o sejam?.

Afinal, alguém comete ou pode cometer um crime "de facto" através de um escrito ou de uma fala? Um crime só é crime, ou devia ser, quando fôr cumprido o acto do crime, caso contrário todas as promessas e ameaças incumpridas, escritas ou ditas, teriam de ser consideradas crime.
E aos polícias obrigue-se a chegar ao crime pela inteligência e investigação dos vestígios dos factos, e aos juizes que julguem crimes e não intenções ou insinuações de crime.

Muito mal vão os homens e o país desses homens onde se pretende "ver" crime e "deseja" crime quando ainda nenhuma acção de prática de crime foi cometida. Tal país e tais homens estão a caminho de servos e não de Homens livres.

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