quarta-feira, julho 13, 2011

MARAFAÇÕES LXXXIII


Atrevi-me a abrir a tv e levei na fronha imediatamente com estas informações importantes e muito esclarecedoras para os portugueses:

O super-ministro Gaspar a dizer que explicara em 180 segundos o seu programa em Bruxelas aos seus parceiros.
Ah! E que fora recebido pelos pares com muita simpatia.

Mudei imediatamente de canal e levei um murro no estômago de Passos Coelho.

Afirmava sem corar: "A Europa vive uma crise sistémica", dizia. E logo de seguida, referindo-se à Europa: "Foram tomadas medidas muito positivas mas podem não ser suficientes". E continuava impávido sem corar apesar do gigantesco pino que estava fazendo.

Mudei de canal e levei com o Amorim, esse mesmo, o fretista monte de banhas na barriga e na cabeça que foi recompensado com uma secretaria de Estado.
Este sem vergonha que se ria e chamava propaganda e mentiroso a Sócrates quando este dizia, precisamente o mesmo que agora ele estava dizendo e eu ouvia de sua própria boca em alta voz, assim:

"É preciso ter em atenção que estamos vivendo a maior crise internacional depois dos anos 30 do século passado, há mais de 80 anos".

A desfacatez deste Amorim, monte de banha, é um escarro.

Ainda demorei um bocado a tv ligada à espera de ver o Álvaro ou o Portas ou a Cristina ou o outro da motoreta ou a louraça, mas nada.
Estes demagogos desbocados que mal Sócrates anunciava uma medida ou proferia uma ideia sobre governação, lhes vinha à cabeça milhentas ideias-maravilha em contraponto à medida-propaganda ou ideia-mentira de Sócrates, agora que são governo nem uma ideia-mijinha lhes sai do bestunto?
Onde param estes recém pensadores-pistoleiros que nem uma ideia tipo bola-de-pirolito lhes sai da gaiola cerebral? Tão lestos de pensamento anti-Sócrates, gastaram o saco de munições ou a gaiola cerebral de arame enferrujou?
Será que apenas estudavam "contraposição" e agora que é preciso "compôr" falta-lhes a pauta?A puta da pauta que vos iluminava os cérebros mas de que só usavam a sombra para debitarem um discurso de sombras para enganar os portugueses.
E agora, que fazer? Recusar lê-los nos jornais ou ouvi-los na tv onde enxameiam, por nojo intelectual.

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segunda-feira, julho 11, 2011

MARAFAÇÕES LXXXII


AOS QUE LEIO NOS JORNAIS E VEJO NA TV

Aos vilões que li nos jornais e vi nas tv's, e nem um omito,
o meu vómito.
Aos vilões que leio nos jornais e vejo nas tv's, todos uno
no meu repugno.
Aos sabujos que ontem se insurgiam e hoje se pôem de rojo,
o meu nojo.
Aos pulhas que disseram preto é bom e já dizem preto é mau,
tapem-lhes os buracos com um pau.
Aos vendidos que insistiram aldrabar o povo até à ruina final
vendo nisso a sua mina, que os coma o mal.
Aos insuportáveis que medem a pátria pelo tamanho de seus egos
servis, sirvam-lhes seis tábuas e pregos.
Aos servís lacaios do poder e poderosos, iscariótes
como judas, que lhe rebente na mão os potes.
Aos mentirosos que mentem sob capa de verdade revelada,
que paguem, comendo de sua própria cagada.
Aos indignos chefes, chefinhos, chefotes e ao chefão do jogo sujo
que continue inepto, sonso, rancoroso, intrujo.
Aos AOS sinónimo do velho 48 anos ditador e ditadura digo
não, impostores e impostura não sigo.
O meu pai foi a La Lys, eu a Nambuangongo, ele também
quis a liberdade em Abril, eu quero-a em S.Bento e Belém.

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sábado, fevereiro 12, 2011

MARAFAÇÕES LXXXI

O jornal dos patrões do grupo Cofina liderado pela jornalística salazarenta chamado "CM", que se deleita em encher páginas no fito de colocar par a par as malfeitorias de faca sexo e sangue com as "malfeitorias" do governo Sócrates, ainda assim, se se ler os buraquinhos escritos feitos para não serem lidos, lá descobrimos pequenas notícias interessantes.

1. FMI
Num cantinho quase imperceptível lá vem dito que na Grécia actual, o governo local já nem tem autoridade para decidir de qualquer investimento ou assinar papeis de despesa pública. Tudo tem de ser supervisionado e obter a autorização do FMI.
Para quem fala à boca cheia acerca da perda de independência face à UE e a senhora Merkel, e do mesmo modo pede à boca cheia a vinda do FMI ou se propõe governar com ele, fica claro que o que incentiva a opinião de tal gente são questões de poder, ou de pequenos poderes pessoais, e não a quetão do país.

2. IRÃO
Também cita o dito jornal polícia política do governo que, Ahmadinejad afirmou que o Médio Oriente começa a ver-se livre de Israel e dos EUA.
Um pandego, este dirigente persa que ainda há poucos meses reprimiu, e continua a reprimir, com mortes e prisões em massa, movimentos de jovens em luta pela liberdade e contra a teocracia que tal sinistra personagem representa.
Face à grandeza da justa luta dos povos pela liberdade, até os tiranos se querem misturar com os limpos manifestantes nas praças de libertação que os povos erguem contra tiranetes déspotas.

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terça-feira, janeiro 25, 2011

MARAFAÇÕES LXXXI

A sua convicta e constante auto-proclamação de "honestidade", "honorabilidade", "seriedade", "verdade", acrescentando-lhe a antiga "infalibilidade", indicia e constitui um estatuto de Presidente a caminho da "santidade".
Ora de um "santo" legítimo é esperar perdão e inconcebível esperar que utilize um discurso de vitória para acusar todos opositores de falta dos atributos que possui, e sobre esses ainda o de serem infames.

Ao Dr. Lobo Antunes, reconhecido ilustre neuro-cirurgião, é cuidadoso solicitar-lhe que além de mandatário nacional não descure a sua condição de médico.

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domingo, janeiro 23, 2011

MARAFAÇÕES LXXX

1. - Barreto, pingo doce azedo
Ontem, de passagem por plano inquinado, ouvi A. Barreto, pingo doce para o Soares patrão e azedo para o Soares político, dizer que:
Quando chegava a meio da leitura dos artigos semanais do Soares político, já estava enauseado com as opiniões expressas. E acabou por dizer que: - "Mário Soares não tem legitimidade para dizer o que dizia"-.
Mas qual é, agora, a democracia pretendida por AB? A ele AB é legítimo ter a opinião de dizer quanto lhe vai na alma e o de nunca contradizer o reaccionarismo do Soares patrão, contudo ao Soares político não lhe reconhece legitimidade para ter opinião livre.
Já apelidou Sócrates de fascista por não deixar fumar charutos à vontade, e pela marcha às arrecuas que trilha, ainda chega à conclusão que a actividade de Soares contra o salazarismo e depois em defesa da demoracia, foi sociológicamente uma mal feitoria contra os portugueses.

2. - Jardim de madeira
Há pouco acabei de ver na tv, de novo nada de novo, o recém-restabelecido AJJ afirmar: - " que mal fizemos a Deus para nos dar um tal mau estado do país?"-.
Era mesmo a calhar responder: e que mal fez ele a Deus para lhe dar um ameaço de morte através de um AVC?
Não era?.

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segunda-feira, novembro 01, 2010

O QUE É A ONGOING?

DEPOIS O DONO EXPLICA
Um patrão à antiga, patronal, capataz, chefe, duro, dono, jamais deixa passar sequer uma ligeira tentativa de humilhação em privado quanto mais uma clara insinuação de desprezo na praça pública perante o país.
Na continuação da peça que já representara anteriormente na questão da claustrofobia democrática, mais tarde na liberdade de imprensa, voltou a vestir a pele de mau actor para, num jeito melo-dramático artificial, armado do poder democrático que o ser deputado da Nação lhe confere, fazer uma pacóvia demontração desse seu poder ocasional, no sentido de tentar, pelo uso de questionar ridicularizando e menosprezando, humilhar a existência de uma empresa que se considera poderosa na reduzida pequenez da nossa comunicação social.
Era tradição nacional, no outro tempo, qualquer investido "poderzinho" interpelar um cidadão comum que desrespeitasse, mesmo que por total ignorância do dever para com tal "poderzinho", com a soberba que trazia sempre na ponta da língua: "Mas quem é você? Com quem é que você pensa que está a falar? Olhe que se eu quizer mando-o prender imediatamente, ouviu?". Naquele tempo, e ainda hoje, tal estilo de amedrontar ainda se usa para vincar, pela insinuação de ameaça, o poder do "poderzinho" impertigado.
Branquinho fez este número na AdR perante o país para denegrir a empresa que dava como estando ao serviço do governo. Fez o seu número político autoritário-insolente dramatizando o palavreado na tentativa de convencer a plateia da sua própria falsa convicção. O ofendido esperou a acalmia para lançar o ataque a tão ousado atrevimento. Sendo o ofendido senhor do subtil e untuoso poder do dinheiro, atacou com essa arma sedutora irresistível. E o "poderzinho", cagou logo nos princípios que apregoava para morder o isco e engolir a carne toda que o isco promete. A democracia não lhe impôs estados de valores ou princípios, apenas lhe deu oportunidade para estados principescos.
Um dia destes o "poderzinho" tão importantemente demonstrado frente ao público, será ele próprio chamado perante o novo "poder", para receber ordens e ouvir perguntar: "E agora já sabe o que é a Ongoing e quem é o seu dono?". Não precisa explicar, agora vai andar de língua de fora, abanar o rabo e a cabeça todo o tempo que aqui estiver e até o dono sentir-se vingado.
Será bem merecido, pois quem usa a arma da humilhação e depois sofre da mesma arma da humilhação, não tem perdão e está sujeito à lei de Ares: eu sou imparcial, mato os que matam.



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terça-feira, julho 20, 2010

MARAFAÇÕES LXXIX


JORNAIS E NINHOS DE ANDORINHA, A MESMA CACA
Os jornais são, hoje em dia, cada vez mais parecidos com os ninhos de andorinha em minha casa. E os jornalistas desses jornais cada vez mais fazem para dar razão sobre o entendimento que a minha mulher tem hoje sobre ninhos de andorinhas nos beirais da casa. Os jornais, os jornalistas dão notícias, informam, comunicam a actualidade que em princípio é uma coisa boa, mas se distorcem as notícias, a informação e comunicação segundo pré-determinações fixas, então o que resta é subproduto de esgoto.
Os jornais e jornalistas deles cada vez mais se comprazem em dar sempre o lado mau da notícia: se não há lado mau deturpam ou omitem. Os títulos, legendas, notas, caixas, são retirados do corpo da notícia para realçar e interpretar, por manipulação, o assunto como mais uma malfeitoria do governo, quando muitas vezes não contradizem a própria notícia. Salta à vista que a estratégia é mesmo essa de fazer o povo, cultural e politicamente analfabeto, interiorizar a ideia de um governo malfeitor. Para tal gente, empregados domésticos mui "independentes" de igualmente mui "independentes" grandes patrões de media, só vale falar do governo como sujidade e merda, mesmo que isso seja o estrume de uma futura seara fértil.
A posição da minha mulher a respeito dos ninhos de andorinha cá em casa, é parecida. Elas fazem a Primavera na rua da casa, fazem ninhos laboriosamente com mestria, criam os filhos com desvelo, dão alegria ao ambiente e mantêm a espécie: isto é, são mães e pais bons e diligentes, são obreiras incansáveis, são mestras competentes, são determinadas e sábias pois nunca desistem de cumprir e fazer o que a sua biológica tarefa lhes destinou.
Contudo, cá em casa o magnífico e requintado trabalho da andorinha não é benquisto. Só é referido, apontado e rejeitado a sujidade, a porcaria, as cagadelas em voo sobre o terraço e o pópó, o monte de excrementos dos filhos até se soltaren do ninho, a multiplicação de ninhos de ano para ano e por conseguinte de nova e maior porcaria.
A minha mulher, com a sua determinação em não aceitar a merda das andorinhas conseguiu, à força de desfazer os ninhos nos locais habituais, obrigá-las a ir fazer os ninhos no beiral dum velho armazem próximo onde estão a salvo, em total àvontade e liberdade para fazer merda sem incomodar. Começo a pensar que faz sentido o entendimento dela e que, igualmente, consumir e levar jornais para casa corresponde a caca e lixo intelectual mais perigoso que caca de pássaro. E a pensar que melhor é deixá-los nas bancas para serem devolvidos à procedência remetendo a merda e mau cheiro a quem os expeliu.

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segunda-feira, junho 14, 2010

MARAFAÇÕES LXXVIII

CASSANDRICE I

O Presidente Cavaco tinha avisado: está nos seus altamente considerados, e universalmente consultados, livros escritos. A sua aluna dilecta Manuela fartou-se de avisar: Pacheco Pereira confirma tudo e explica. E eu também acredito que Cavaco sabe antecipadamente muita coisa: certamente andará sempre bem avisado.
Quando retirou imprevistamente o seu investimento do BPN, com que ajudara e incentivara os seus ex-ministros a criar esse Banco, e com lucros excepcionais para acções não cotadas, decerto Cavaco já fora informado e sabia de uma verdadeira situação insustentável. Só que neste caso, fechou-se em copas, safou o dele e não disse nada ao país. Todos nós pagámos as favas e o culpado foi o Governador do Banco de Portugal.
Na cassandrice para assunto pessoal que lhe pode afectar o bolso familiar, actua. Na cassandrice para assunto político-social que pode afectar o bolso do povo, faz de oráculo.


CASSANDRICE II

O cassandreiro mais recente e provavelmente o mais hipócrita já visto, é o Dr. Semedo. Tinha, há tempos, dado uma entrevista em que era categórico que em sua convicção Sócrates tinha mentido. O grande argumento convincente retórico genérico para o povo politicamente normalizado: não era possível o PM não saber.
E agora, nas conclusões constantes do seu relatório ao caso "mentiu/atentou contra o estado de direito", o deputado Semedo, ou sem-medo, depois de preencher cento e tal páginas e depois de meses a ecarafunchar na vida profissional de tanta gente, conclui exactamente conforme às suas convicções anteriormente cassandriçadas: tal qual, sem tirar nem pôr. Mas a mor hipócrisia está em que rediz mais de cem páginas para justificar uma sua convicção pré-definida.
Mais de cem páginas cem para, em mais de cem entrelinhas cem, informar a "opinião pública" que o PM mentiu sem ter a coragem de o dizer escrevendo uma linha incisiva, clara e directa à cara do PM.
Ainda hoje, no "DN", Semedo volta à carga com mais cassandrices: "Se Sócrates tivesse respondido com clareza, nada disto teria acontecido". Obviamente, a falta de clareza do relatório não é sua, é do Sócrates. Outra: "Nesta comissão, acho que a maior parte dos depoentes visava esconder responsabilidades". Obviamente o deputado Semedo, político partidário profissional, não esconde responsabilidades nem representatividades: um anjinho de convicções celestiais é o que é e mais nada.


CASSANDRICE III

António Barreto, velha cassandra, já previu:
que no Algarve a única coisa prestável era o Supermercado Apolónia,
que Sócrates era um para-fascista ao impor a lei contra o fumo em locais fechados,
que o computador "Magalhães" era uma desgraça para as criancinhas,
que Portugal estava em risco de desaparecer,

e foi, conjuntamente com todos os letrados que saltaram do país por causa da guerra colonial e se exilaram na Europa, responsável pela imposição de um pensamento dominante contra quem fez a dita guerra. Nesse pensamento dominante valor e coragem estava toda do lado de quem se recusara combater: o único perfil bastante para ser herói era a heroicidade de recusar a guerra. Se para muitos ou poucos, safar-se da guerra tratou-se ou não mais de um caso de medo que de heroicidade, foi sempre um tabu nunca discutido. E o medo, contudo e sobretudo o medo de levar um tiro no meio do mato sem saber donde veio, mete muito medo a muito herói.
Claro, para ilustrados bem-nascidos e já politicamente educados, definidos e integrados com apoios, era fácil sobreviver como exilado bem sucedido e até lhes amealhava a aura de lutadores anti-fascistas, vivendo mais ou menos regaladamente. O vilão bruto e colaboracionista era o humilde e rude analfabeto das vilas e aldeias remotas que, sem hipótese de fuga, acabavam com os costados todos no mato cercados de guerra por todos os lados. Tal pensamento dominante, foi responsável até há pouco tempo, pelo sentimento de culpa que os ex-combatentes sentiam ao ponto de evitarem falar da guerra por vergonha.
É um sentimento perverso provocando uma sensação estranha de total indiferença e dó de alma, para quem observou atento a este evoluir oportunista ao sabor do sentimento geral gerado pelo olhar desfasado do tempo real. À medida que os factos vão passando à História as cassandras ilustres do tempo real vão, inexorável e paulatinamente, sendo desmascaradas.
Para mim, ver António Barreto fazer agora o elogio dos ex-combatentes da guerra colonial, é um dó de alma tão amargo e doloroso como ver ex-combatentes, toda a vida esquecidos e humilhados, desfilarem à civil em parada militar, escondendo mazelas, raivas e catarzes entranhadas nas profundezas do corpo, em pose e passo de marcha militar pretenciosamente garboso, sob a velha boina identificadora de combatentes guerreiros convictos.

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segunda-feira, abril 19, 2010

INTOXICAÇÕES

DE "MARMELOS"
O Daniel do eixo do mal, do bloco, do arrastão, da sic e do expresso, enfim o Pacheco bloquista, disse durante a última conversa maluca do "eixo do mal" que havia jogadores da bola que, claro não como Figo, tinham convicções políticas e por conseguinte actuavam de acordo e bem, segundo o cabeça de burro bem-pensante. E, pasme-se, citou como exemplo o toxico-dependente viciado em droga e jogador de bola Maradona.
Exactamente esse, o maior trafulha do futebol que, querendo ultrapassar a habilidade natural, jogava drogado viciando batoteiramente os jogos onde participava e ludibriando o público que acreditava ser tudo força e habilidade natural. Mas, pior que tudo, é ser um político-jornalista-analista-comentador-cronista-pensador e opinador político como DO fazer o elogio por motivos de "convicção" sobre alguém que se deixa cair na droga e faz consecutivas "clínicas de terapia", "curas de tratamento", "curas em clínicas especializadas", "internamentos de cura", e outras estadias avulso para curas de droga, sem contudo deixar de arrastar pelo mundo o corpo balofo da doença que adoptou e o aspecto e comportamento de um drogado em estado elevado de degenerescência física e intelectual.
Contudo para DO parece que o facto, tão só e apenas, de ir tratar-se da toxico-dependência a Cuba, ser recebido e tratado como amigo pelo ditador Fidel, a quem dedica uns elogios idiotas, isso é cura e aval suficiente para ter "convicções". Para um drogado viciado e irrecuperável convicções são as suas alucinações, pois é disso que se trata: sob o efeito da droga tomam-se extases alucinogéneos por realidades, paraísos mentais como reais, felicidades intelectuais como sensoriais, alucinações como convicções.
Claro que convicções terá, qualquer atrazado mental é mais convicto que um sábio, mas serão sempre as de um diminuido afectado pela droga e tratamentos químicos ou psicológicos que lhe aportarão uma racionalidade fora do mundo da existência. Certamente não foi por acaso aquela de o tal golo lhe sugerir que foi metido pela "mão de Deus". Vivendo a meias com o "mito" que lhe outorgaram os futeboleiros do mundo, e com a droga que consome em doses de ricalhaço, a sua existência e convicções já estão mais apanhadas pelo seu estado "celestial" do que do que é da humana natureza.

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quarta-feira, janeiro 06, 2010

DEMOCRACIA MENOR

Adão, o poder

MAL VÃO OS HOMENS E O PAÍS DESSES HOMENS

Anda meio Portugal a discutir as "escutas" feitas através de espreitadelas a telefones de uns cidadãos por outros cidadãos arvorados em denunciantes oficiais da democracia. Eu acho, se me é dado o direito de também achar tal como a outros o de espreitar, que a Democracia bem podia dispensar tais abusivas e pidescas espreitadelas, pela calada, à vida privada dos cidadãos, de qualquer cidadão.
Não se viveria, como agora se vive, nesta alarve e imbecil discussão acerca de se se cometeu um crime através de uma fala ao telefone.
Todas as discussões palermas, vazias e decadentes como esta seriam evitáveis desde que hovesse uma Democracia maior e saudável capaz de:

Mudar a lei e pura e simplesmente proibir todas as escutas. Todas e a quem quer que seja. A ninguém deve ser dado o direito de escutar às escondidas o outro. O povo não deliberou em lado ou lugar algum que um cidadão, ou grupo deles, se possa colocar clandestinamente na posição de "escuta para bufo denunciante" da vida privada de outro cidadão com direitos iguais a todos os demais compatriotas.
Acaso alguém entre vós, cidadãos portugueses, se se souberem sob escuta aceitam tal situação? Então porque aceitam que outros o sejam?.

Afinal, alguém comete ou pode cometer um crime "de facto" através de um escrito ou de uma fala? Um crime só é crime, ou devia ser, quando fôr cumprido o acto do crime, caso contrário todas as promessas e ameaças incumpridas, escritas ou ditas, teriam de ser consideradas crime.
E aos polícias obrigue-se a chegar ao crime pela inteligência e investigação dos vestígios dos factos, e aos juizes que julguem crimes e não intenções ou insinuações de crime.

Muito mal vão os homens e o país desses homens onde se pretende "ver" crime e "deseja" crime quando ainda nenhuma acção de prática de crime foi cometida. Tal país e tais homens estão a caminho de servos e não de Homens livres.

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quinta-feira, janeiro 29, 2009

MARAFAÇÕES LXVII


FUTEBOLISMO
Abri a TV e de repente dou de caras com Santos, o afofadinho, aquele que tem sempre, depois de alertar o povo para uma coisa importante, outra e outra e outra coisa importante, ou mais importante ainda, a comunicar aos portugueses.
No seu padrão de compostura a afofar-se cuidadosamente sobre o assento como pardal no galho, enfrentando olho no olho a câmara, ouvi o dito importante dizer esta importância acerca de futebolismo português:
"... é sempre assim, em Portugal sempre foi assim e agora volta a ser outra vez".
Fuji destas declamadas importâncias como coelho de furão.


VACALIDADES
Depois do Bloco inspeccionar a situação das vacas colocadas na Praça de Espanha e concluir que o seu estado de prisão, mal-estar e stress, correspondia a uma completa violação dos direitos das vacas, não pude deixar de pensar num novo caso "Guantánamo".
Espero que, logo que as vacas sejam libertadas, o Bloco exija um tempo de quarentena adequado à recuperação física e mental das ditas e sobretudo não descuide os cuidados de acompanhamento do imprescindível psiquiatra.


ATM NOS TRIBUNAIS
É um facto que cada vez mais gente licenciada, professores, doutores, gestores e outros muito escolarmente letrados, acorrem alegremente aos concertos de música pimba, idiotizam-se horas e horas frente às telenovelas de falsa intriga agressivo-melosa, não lêem ou quse, um único livro em toda a vida, de conteúdo educatico literário, filosófico ou científico, nem jornais além de tablóides de escandalos e fofocas políticas, futebolísticas ou males de facadas e amores.
Tudo, ou quase tudo, em Portugal se apimbalhou. A pimbalhice atingiu a maioria dos portugueses, via TV especialmente e outros meios, e já atinge toda a classe média e também muita da média-alta.
Assim não é de admirar que se equipare e coloque ao mesmo nível de serviço cívico, tribunais e supermescados, a casa guardiã da Lei e a casa venda de mercearias, a justiça e a hortaliça. Porque os que deviam velar pela dignidade da justiça também já se deixaram levar pelos ideais pimba de considerar que colocar caixas multibanco nos tribunais corresponde a elevar a democracia e a cidadania das pessoas.
Havendo na tesouraria dos tribunais terminais de pagamento por cartão multibanco para que raio são precisas caixas atm nos átrios dos tribunais. Só se fôr para chamariz dos assaltantes e deste modo garantir a clientela e a venda da produção própria dos tribunais, como está a acontecer.

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