quarta-feira, agosto 24, 2011

E AGORA FELGUEIRINHA?

ADÃO CONTREIRAS, CABEÇA DE CÃO
Face à determinação, depois de investigada, analisada e pensada pelo tribunal de NY, em ilibar DSK de toda acusação e considerá-lo inocente de qualquer culpa e crime, o que terá a RTP e a sua dilecta felgueirinha, filha de felgueirona, a dizer sobre as suas reportagens em directo de NY e sobretudo do seu documentário acusatório, passado com estardalhaço publicitário, ao melhor do indecoroso estilo mmg?
A menina da RTP, como boa aluna da brejeirice tablóide, logo tomou a sua visão-pensamento-ideia preconceituosa como realidade quando ainda só estava vendo sombras. E vai daí faz uma montagem manipulada-manipuladora, quando não inventada-ficcionada, dos factos para passar a mensagem pré-concebida e pretendida de DSK como o terrorista violador de mulheres.
Claro, o facto de felgueirinha ser mulher não conta para se poder pensar que se tratou de uma posição sexista contra o homem-animal antropófago comedor de mulheres. Nada disso, a felgueirinha é muito independente e senhora do seu nariz, pensa pela sua cabecinha e, claro está, logo faz coincidir o seu pensamento com os seus actos e imagens. Pena é que, a reflexão exigida para que um pensamento-idéia possa ter maturação e consistência tenha sido atirada às malvas, mas pior é que uma jornalista armada de de um bestunto modernaço prá-frentex, tenha querido substituir-se, sob o efeito de idéia-feita-verdade-de rajada, ao tribunal competente para julgar na mais medíocre praça pública que é a televisão.
Então a televisão feita por gente como a felgueirinha, e é quase uma generalidade actual, é ao contrário do que devia ser o seu fundamento, uma desinformação criteriosamente manipulada: uma nojice de informação para o nojo de quem a vê com olhar de ver.

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sábado, maio 28, 2011

FELGUEIRINHA, FILHA DE FELGUEIRA.



A Felgueirinha, filla da manienta e manipuladora descarada presidente FFelgueiras de Felgueiras, subiu de posto e poder na RTP e imediatamente veio a público dar nas vistas imitando o piorio das manhas de MMGuedes.
À boa maneira do jornalismo à portuguesa, depois de uns dias a despachar serviço em conversa em directo para cá, postada frente aos edifícios, cenarizando o ambiente num faz de conta, onde se desenrolam os desenvolvimentos do caso, remetendo-se tão somente a dar conhecimento do que se diz por lá, besbilhotando e dando nota do que diz a imprensa local, resolveu fazer "trabalho" de sua autoria.
Enviada para NY para reportar a caso DSK, ante-ontem, depois de uns dias em bisbilhotice pelos artigos e comentários de colegas locais para recolher umas notas para a "opinião" nos directos, que como se nota, quando ouvimos, tal opinião enviada já havia cá chegado por diferentes fontes, a menina grande repórter, servindo-se da RTP, publicitou à grande e fartazana um documentário sobre o caso DSK.
Tratava-se de um documentário em vídeo, cuja montagem e comentários sobre as imagens ficcionadas e manipuladas, para condenar sem réstea de dúvida ou reserva jurídica o DSK como bandido violador de mulheres. Ainda a justiça americana vai no adro sobre o caso e já a menina felgueirinhas, e a RTP portuguesa conivente, com truques de imagens, montagem e locução a condizer, montou tribunal no espaço público e fez julgamento sumário, atropelando códdigos e leis de um país estrangeiro, que tal cabecinha doida desconhece nem quer perceber.
Herdeira de mentalidade maternal para quem a realidade é o que pensamos e queremos que seja, pensou a menina que vendo, por imagens, o tratamento ríspido da polícia americana para com DSK, este era indubitavelmente culpado e estava à partida condenado sem apelo nem agravo. Esqueceu-se de um pormenor que faz toda a diferença: o Tribunal é que julga e profere a sentença que pode corresponder ou não à rispidez usada pela polícia, contudo, só depois de apurar e analizar todos os factos e aspectos dos acontecimentos.
Como se começa a constatar o Tribunal americano é muito mais cuidadoso e lento a julgar e condenar do que a justiceira mediática Spidy Gonzalez felgueirinha.
Quando a SIC arrasta a entrada de MMG em acção por receio que a coisa não pegue (ou caso o PSD seja governo não haja assunto que justifique tal jornalismo), a espertinha felgueirinha antecipa-se e inaugura na RTP o jornalismo de cão. Enraivecido, vá-se lá saber porque preconceito!

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terça-feira, março 22, 2011

IMPRENSA À PORTUGUESA



OU O JORNALISMO ESPECTÁCULO

Um enviado à pressa para cobrir o monstruoso e doloroso desastre japonês, estava há dias a perorar, à maneira de relato futebolístico, que lhe é característico, a sua impotência de fazer o seu trabalho de jornalista espectacular.
Aquando do sismo do Haiti, nas cheias da Madeira ou noutros casos semelhantes de catástrofes naturais, os nossos repórteres enviados especiais, disputam entre si quem ganha o prémio de maior berraria ao microfone e outro de quem dramatiza mais o sofrimento das pessoas sujeitas à perda total de bens e morte de familiares.

Vão para cima dos montes de ruinas, locais de mortos desenterrados e magotes de gente faminta nas pilhagens, mostrar os choros, as lamentaçõesas, as lágrimas os gritos de dor pelos familiares perdidos, e mais nada fazem que dramatizar a desgraça cruel mostrada ao vivo. A maneira despudorada como apenas pretendem fazer espectáculo com a dor dos que foram castigados brutalmente, faz de tais reportagens verdadeiros actos pornográficos.

O enviado especial especialista em relato futebolista e discussão de fintas, faltas, jogadas, lances, tácticas, visão de jogo e ultimamente também discute política caseira nos mesmos termos do que faz com o futebolismo, ainda tentou subir ao alto das ruinas e destroços e entrevistar o drama dos cidadãos japoneses.
Mas os imperturbáveis cidadãos japoneses, assumiam a sua dor sem exteriorização, com uma serenidade solene, procurando pacientemente os familiares desaparecidos sem angústias, lamentos, choros lancinantes, imprecações ou ameaças aos governantes. Aceitavam, sem lamúrias dramáticas, os acontecimentos na maior e melhor ordem cívica, sem correrias nem pilhagens desordeiras. Passavam serenamente pelo enviado especialista e sem ligarem à câmara na sua frente, guardavam para sí próprios e suportavam sem partilhas de espectáculo mundano, a dor imensa que sentiam na alma, mas não a vendiam.

O reporter enviado especialista em jornalismo tele-espectáculo de sangue, choros e lágrimas, sem o quadro entrevisto nem leit motif para futebolizar o drama do povo japonês, enfiou a viola no saco e regressou a casa.
Para nos continuar a lixar o juizo com os quotidianos pequenos grandes dramas caseiros tratados como relatos de jogo de bola com pancadaria em grande.

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