sexta-feira, abril 22, 2011

ESTE HOMEM É UM DÓ DE ALMA OUVI-LO

O decadente e já meio tresloucado Barreto, afirmou na entrevista à RTP que os deputados são uma "manada", votam em manada.
E debitou outras pérolas mais ou menos de calibre semelhante contra os partidos e os políticos do país.

Este homem, numa sua antiga crónica num jornal diário de referência, quando há uns anos passava férias de Verão, disse que a única coisa que se aproveitava no Algarve era o supermercado "Apolónia".
Este homem já afirmou, a propósito da lei anti-fumadores nos locais públicos, que Sócrates era fascista.
Este homem já afirmou, aquando da discussão do computador "magalhães" que este era um perigoso mal para as crianças e uma desgraça para o país e concluia que "Portugal está em risco de desaparecer".
Este homem disse numa recente entrevista, com benzedura e amén de Crespo e Medina Carreira, que Mário Soares lhe metia dó, que já não conseguia ler os seus artigos atá ao fim, que chegado a meio da leitura não aguentava mais tanto irrealismo e ataque idiota à culpa dos dirigentes europeus.
Este homem, ainda mais recentemente, disse que o pedido de ajuda ao famoso FMI era um "golpe de Estado" planeado por Sócrates.

Este homem, quer ser agora mediador de um tal "compromisso" de conciliação ou entendimento mínimo entre partidos e principais dirigentes políticos actuais. E para isso encosta-se ao patrão merceeiro Soares e veja-se bem, a Mário Soares que ele diz já não poder ler ou escutar.
Sem o mínimo de idoneidade e credibilidade política junto dos actores políticos dadas as contínuas barbaridades proferidas contra os mesmos políticos que agora tenta mediar, socorre-se do velho tigre guardião da liberdade e da política portuguesa, para conseguir, ao menos, um mínimo de aceitação e ser ouvido ou recebido.
Este homem, que se diz há vinte anos fora da política mas que ultimamente não fez outra coisa que fazer política por meio do insulto à política e aos políticos, que não pára de rebaixar a política ao nível do malefício, que trata a classe política como mafiosa é agora pretendente a conciliador dos ditos malfeitores encartados.
Este homem, este homem sim, é um dó de alma ouvi-lo.

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domingo, dezembro 06, 2009

DESIGUAIS E O MESMO


O DESISTENTE
Há anos o, já em vias de decadência, A. Barreto, veio cá passar férias um Verão e encontrou um Algarve do 3º mundo, sujo, porco, mal arquitecturado, defigurado, mal-tratado, pato-bravogizado, incompetência, degradação e outras indecências e porcarias e, por conseguinte, indigno de sua cuidada e limpa pessoa. Na verdade nunca mais, que eu saiba, escreveu crónica sobre férias suas por cá.

Contudo, ainda assim, nessa altura conseguiu vislumbrar no meio do imundo deserto sujo algarvio um oásis: o supermercado "Apolónia" em Almancil. E vai daí, após a catilinária sobre o Algarve, desatou a alinhar uma verdadeira apologia sobre as inenarráveis qualidades e virtudes da dita casa de comércio. Nem o maior publicitário pago faria melhor.

O decadente e desistente A. Barreto anda agora a espalhar pelos média, com ar meio-entristecido meio-científico meio-oracular meio-defunto, que "o país está a caminho de tornar-se uma irrelevância e desaparecer".

O mínimo que se pede a A. Barreto, o prestidigitador, é que, sabendo ele de antemão que o país vai desaparecer, nos dê alguma pista de que jeito e para que parte incerta e invisível da nossa vista vai o país, de modo a que, aos vivos que ficam e gostam de Portugal, o possam voltar a procurar e achar.


O PARASITA
VascoGM, o parasita-mor deste país, chegou à conclusão que os portugueses que votaram contra sua opinião são uma porcaria que votaram numa porcaria e que agora devem rebolar-se e besuntar-se nela. Se o povo vota na porcaria, então o povo é uma porcaria igual ou pior, que merece o castigo de comer na merda, é a tese de graça moura, comedor em baixela fina.

Habituado a viver parasitáriamente no parlamento europeu donde recebeu chorudamente enquanto trabalhava para sí próprio em traduções, publicações, crónicas semanais em jornais, e outras actividades "culturais" particulares bem remuneradas, afastado deste tacho de asas altas ficou furioso. Devem ter-lhe prometido um alto, largo e fofo cadeirão topo de gama após as eleições, que ele previu e entreviu, face à forte possibilidade vencedora vislumbrada que se seguiu após as eleições europeias.

Agora, de mãos a abanar, lá tem mais uma vez de ir ao sacrifício de apaparicar outro chefe "semi-bárbaro" a quem tem de professorar, e tudo por causa do maldito Sócrates que o povo não deixa apear. Como disse preto no branco o outro VascoPV, o problema está todo no PM, sem o qual seu apeamento urgente, os "génios cultos bem-pensantes" nada conseguem de bem-estar, respeitabilidade, dignidade "papal" perante a massa arráia-miúda ignorante.

A estrumeira, segundo vgm, que é a porcaria a rebolar-se na porcaria, sempre foi para a mãe natureza fonte de alimento de frutos e flores plenos de gosto e beleza. A actualidade não foje à regra: a nossa estrumeira imunda imensa deu à luz esta deslumbrante flôr-de-cheiro, chamada graça moura, que nos quer rebolados na caca alheia. Ou enrolados na dele?



A RECITADORA
A doutora MFL quando chegou à presidência quiz ser ela mesmo: dizia o que pensava ela própria. O seu pensamento sentido atirado para os média, sendo politicamente incorrecto, foi dado como sendo "deslizes do seu falar simples com o coração" e como tal, logo apareceram os amigos tradutores para nos informarem do verdadeiro sentido do pensamento emitido. Os tradutores, como se sabe, lêem nas entrelinhas que é uma leitura onde cada qual lê o que dá jeito ao objectivo pretendido. Vocês sabem, tal como a Igreja e Saramago: este lê as linhas e os bispos lêem as entrelinhas, o que permitiu, até hoje, cerca de milhares de interpretações diferentes.

Foram tantos os "deslizes" do coração falso para a boca verdadeira, e tantas as traduções interpretativas politicamente obrigatórias, que MFL deixou de falar por ela para passar apenas a recitar os tradutores. Sendo que se revelou grande especialista em interpretações convenientes, JPP foi promovido de tradutor-mor a acssessor-redactor e ideólogo-mor. Agora MFL apenas se limita a assimilar o que ideologiza JPP e fazer de seu alti-falante.
E não é que novo e pior mal está acontecendo. É que as ideias políticas de JPP são uma catástrofe: o povo ignorante não alcansa tão elevadas estratégias para a felicidade definitiva. E vai daí chumba todas as propostas pachecas. E vai daí o povão do partido já não pode com as pachecas intromissões.
A coisa vai acabar mal e pacheco ainda vai virar a seta para baixo novamente.

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quinta-feira, dezembro 03, 2009

OS DESISTENTES


E O DESAPARECIMENTO DO PAÍS

Os idealistas vivem num permanente mal-estar. Não porque o idealismo seja uma coisa má em si como desígnio, como meta, mas porque não vêem o seu idealismo cumprido no seu tempo de vida. Vivem desajustados entre o que é e o que idealizam dever ser: são novos desistentes vencidos da vida. A. Barreto anda a querer passar a idéia aos portugueses de que " Portugal está à beira de ser uma irrelevância e poder desaparecer". Baptista-Bastos costuma dizer que "Este não é o país que me prometeram". Duas típicas figuras de proa do idealista vencido da vida.

Viveram a vida barafustando sempre contra o que existe e a favor do seu imaginário país ideal. E mesmo que se registem ganhos substânciais no plano democrático e social, para tais idealistas enferrujados, nunca chega, nunca é suficiente, nunca atinge o seu desejo de máximo, de tudo, de absoluto. A vida em sociedade, desde as "gens" primitivas, tal como tem sido estudado pelos rastos históricos deixados, tem centenas de milhares de anos, depois a organização social dominante determinada pela "Cidade", tem alguns milhares de anos. A História ensina claramente, que ambas as estruturas e todas desde então até à organização social do "Estado" actual moderno, são a consequencia de necessidades de subsistência dos povos em cada época, de acordo com o desenvolvimento técnico e cultural dessa época. Em suma, que cada estádio de desenvolvimento e organização das sociedades são corespondentes a um processo histórico de necessidades e possibilidades na altura.

Tal como ensina o leninismo e é táctica dos revolucionários todos do mundo, a revolução só pode desencader-se se as condições objectivas e subjectivas estiverem prontas e maduras. As objectivas são a criação de um estado de desagregação social, a criação de conflitos socias sucessivos onde ninguém já se entenda, a criação de grupos radicais provocatórios para agudizar os conflitos e extremar posições, tudo conjugado no sentido de forçar a criação de uma tensão social explosiva. As condições subjectivas tratam de antes e durante os conflitos, fazer a justificação filosófico-ideológica dos conflitos através da acção e mensagem cultural no sentido de fazer interiorizar no pensamento das massas do povo da necessidade de mudança à força. Neste caso, que trata da acção revolucionária, interiorizar racionalmente a necessidade da revolução para acabar com o caos criado determinada e propositadamente.


Também na evolução histórica, quer do homem rudimentar primitivo caçador isolado, quer do homem racinal já organizado em sociedades, as grandes alterações sociais, ou novos paradigmas de ordem social, dão-se quando as condições objectivas e subjectivas estão maduras para que sejam possíveis e aceitáveis, pelos povos sujeitos ao processo de mudança.
A caminhada do homem pelo tempo é um processo de conflito permanente entre o homem e a natureza por um lado e os homens entre sí, por outro lado. Quando as tensões sociais são resolvidas por reformas adequadas aos problemas, com mais ou menos perturbações e oscilações conflituosas, o perigo de convulsão explosiva é contida e caso resulte os povos acabam, não só por aceitá-las como apoiá-las e bem-dizê-las.
Quando elas, as tensões sociais, são exacerbadas com propósito revolucionário, algum grupo ou grupos interessados, está ao comando para obter o poder e exercê-lo tirânica e discricionáriamente em nome de, primeiro controlar a força bruta do movimento, depois conter o caos e orientar as forças desencadeadas em prol dos seus desígnios de controle do poder. No caso revolucionário, um grupo social interessado, age como catalizador do processo que pôs ao fogo, para depois do processo sob controle, o imergir sob banhos de água gelada até o apagar e sufocar total e brutalmente.

Ganha a batalha revolucionária e depois de opressões e tiranias ainda maiores do que existiam antes, mais tarde ou mais cedo, tudo retorna ao ponto de partida inicial, normalmente com mais perdas que ganhos sociaias. A espada e os canhões, assim como a forca e a guilhotina, não são as ferramentas adequadas para apaziguar almas humanas. Nem os sonhos e utopias jamais se relizarão por meios manuais, artificiais ou mentais impostos à força bruta, contra a vontade dos indivíduos que fomam os povos.

Estes homens desistentes de hoje, tais como os "Velhos do Restelo" do passado e os "vencidos da vida" mais recentes, são estudiosos de literatura, jornalismo, história, filosofia e sociologia e por conseguinte sabem e conhecem, ou tinham o dever de conhecer a caminhada histórica humana. Certamente conhecem, mas o seu percurso de vida encaminha-os para estas posições pessimistas, derrotistas, decadentes.
Eram jovens ideológicamente avançados e fujiram à guerra colonial em nome do tal ideal imaginário; feitos mais ou menos estrangeirados, bateram-se intelectualmente, e pontualmente na acção, pela queda da ditadura; ganharam prestígio intelectual lá fora, não por obra feita mas por serem mencionados como oposicionistas do regime ditaturial; obtida a democracia, foram regreassados aceites como heróis e chamados a dirigir o povo ignorante.
Andaram anos pelo poder efectivo ou gabinetes e corredores do poder. Tiveranm de enfrentar as circunstâncias e fizeram o que lhes foi possível na altura sem sequer terem tempo de pensar nos ideais juvenis lidos e apreendidos nos livros da ortodoxia dominante. Resolveram os assuntos do povo tal qual qualquer pessoa bem formada e de bom senso o faria: talvez pior até, dado o seu afastamento e desconhecimento dos problemas reais do povo e apenas conhecimento livresco sem experiência e enraizamento no tecido social.
Fracassados no envolvimento e na acção dos seus planos teóricos, afastados dos comandos da governação, foram paulatinamente retornando aos ideais de sua antiga imaginação, agora refugiados nas universidades a granel, muitas delas criadas ou ajudadas a criar por sí próprios.


Sentindo-se fracassados na demanda dos seus ideais, perdidos pelo fracasso do próprio ideal que acalentaram décadas a fio, afastados dos meios do poder ou de influência do poder, não consultados nem chamados, nem tidos ou achados para opinar ou julgar sobre a governação do país, eles que continuam considerando-se os melhores, os isentos, os puros, os únicos, agarram-se novamente aos ideais absoletos resssucitando-os na sua teórica justeja moral utópica. E deste modo vivem um retorno à velha crítica do existente com os fundamentos dum futuro que só é possível no pensamento, no trancendental.

Nunca se darão conta de que o seu regresso ao passado é o sinal claro de desistentes, de resignados face ao futuro, de que a falta de coragem hoje para enfrentar o futuro é reflexo de falta de coragem ontem, de que a sua vontade, dissimuladamente repetida, de que o país sossobre com o seu, deles, envelhecimento e desapareça com o seu, deles, desaparecimento é uma fanfarronice mastodontica e insuportável para as novas gerações.

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