Wednesday, February 20, 2019

O CIENTISTA POLÍTICO FALHADO


Só agora dei conta do artigaço bem esgalhado literariamente à Pacheco Pereira titulado Chamar à democracia 'sistema' e depois ser contra o 'sistema', jornal "público" de 16.02.2019.
Trata-se de pretenso libelo pachequeano que tenta desmontar o populismo actual dos justiceiros que são contra os políticos porque dizem eles, só andam no 'amanhanço' e são 'todos corruptos' mas que no fundo, tais populistas, não são mais que oportunistas a trabalhar para criar um clima geral anti-democrático à espera de um 'salvador' duro, teso, de promessa fácil e resoluções instantâneas, mágicas, que de uma penada ponha 'ordem', dizem, na corrupção mas no fundo falam segundo aquele popularuncho e manhoso conceito de 'vocês sabem de quem eu estou a falar' para apontar os políticos e atacar a fragilidade e incapacidade de gestão da liberdade em democracia aberta.
Nesse aspecto Pacheco vai bem. 
Contudo vai mal e muito mal quando se põe de rabo de fora como se não tenha sido ele próprio um dos grandes animadores na criação desse clima de atingir condições objectivas para a revolta dos ignorantes guiados pelo oportunismo populista. E fá-lo de forma intelectualmente algo fundamentada pelo que se torna muito mais eficiente e perigoso pois penetra até nas classes médias letradas mas pouco cultas.
Ele quer desmontar o salazarismo e a sua face demagógica mais forte propalada pelo populismo de que 'nesse tempo não havia corrupção' e quase chega ao ponto certo mas não o aponta e que é: no salazarismo, corrupto era o Estado num todo. A corrupção é parte integrante da ditadura, estava tão intrinsecamente ligada que era o próprio 'sistema' ditaturial e só ele ditava quem podia ser corrupto ou honesto, enriquecer, ser chefe, ser doutor, ser industrial, ser latifundiário, ser pobre, ser miserável, ser preso, ser carrasco, ser piedoso, ser informador delator, ir à escola ou ser analfabeto a vida inteira com agradecimento à caridade do regime e impunemente sem que alguém pudesse protestar sem ser visitado pelo guardião do Estado Corrupto: a polícia política, PIDE. 
E para corroborar esse seu pensamento contra a 'bondade' salazarista volta ao seu carácter bandalho do costume. Vem, tal qual os anti-sistema populistas oportunistas que critica, fazer coro com eles ao trazer à baila o caso 'operação marquês' que, afirma, nunca seria possível no velho regime salazarista. 
Mas onde estudou Pacheco História que acha que casos como de Sócrates nunca aconteceram naquele tempo de ditadura? Ó Pacheco então como tratou o regime salazarista o Mário Soares, Alvaro Cunhal e de forma generalizada todos os comunistas? E, pior ainda, até o mais simples cidadão que fosse democrata ou pensasse pela própria cabeça e criticasse o regime como era tratado, digo mal-tratado, levado à Pide ou encarcerado ou 'julgado' pelos tribunais 'especiais'? E o que foi o processo 'Operação Humberto Delgado' lembras-te? E o da Catarina de Baleizão? E o dos enviados para o Tarrafal?
E também nunca pensaste como a própria Democracia original e os homens que a inventaram e usaram orgulhosos como um bem maior que todos os outros modelos de governação, por manipulação da opinião pública, condenaram à morte o velho Sócrates porque desmascarava a falsa sabedoria de gente sábia  e sábios magistrados.  

Tu, Pacheco, fazes parte daqueles que afinal são as lebres no atletismo que fazem correr mais soltos e à vontade e mais rápido e ligeiros os populismos oportunistas que dizes combater.
Já escreveste, pidescamente, que quem contactou ou apoia/apoiou Sócrates traz consigo uma 'mancha' inapagável no carácter no sentido nazi acerca dos judeus.
Como os bandalhos fedorentos dos eixos-do-mal e governos sombra achas que com provas ou sem provas Sócrates tem de ser condenado e pesadamente quando não o populismo tem mais um cavalo para montar, mesmo velho e gasto de tanto ser usado e abusado por ti e pelos ditos populistas, e pedir ao povão a revolta popular e a 'ordem' de um novo Estado Novo.
Como  Sousa Tavares achas que mesmo senão com provas neste caso Sócrates deve ser condenado pelas 'provas' que deu em casos incertos da governação ao estilo: se não foste tu foi o teu pai ou avô.
Ainda o homem era Secretário de Estado e já os do teu partido inventavam cartas a incriminá-lo no caso Freeport e até um implicado da PJ foi condenado por tal invenção. Andam há cerca de quinze (15) anos a perseguir e prender o homem e quando não tinham nada na mão para mostrar ao pagode implicaram meio mundo no 'processo' e gastaram milhões a encher páginas e tratar documentos avulso para tornarem ininteligível o caso e haver condenação correspondente à dimensão das toneladas de papel.
Dizes tu, ó Pacheco, que na ditadura nunca houve nada de parecido. Claro que não, precisamente por que se tratava dum regime de base corrupta-ditaturial, como aquele para o qual andas a contribuir para que volte, pois os casos eram tratados secretamente e a justiça uma farsa total ao serviço da ditadura. Nesta, os 'poderosos' eram os homens do regime, fabricados pelo regime, consentidos e protegidos pelo regime e, claro, eram mesmo homens verdadeiramente poderosos. 
A pergunta a fazer é como é possível um caso como a 'operação marquês' acontecer em Democracia e Reino da Lei porque na ditadura a 'justiça era como o 'hábito' que o padre veste diariamente no segredo da sacristia.
E a resposta mais correcta é aquela que implica na sua possibilidade o facto de haver mentira e corrupção na luta política, onde andaste e andas metido, e corrupção de grupos corporativos que tu apoias e que são os verdadeiramente poderosos que se gabam de prender 'poderosos' pobres-desgraçados sucateiros ou pobres-sucateiros da política.

Labels: ,

Friday, April 06, 2018

UM TORPEDO NO PACHECO

Finalmente algo inesperado aconteceu de inabitual na habitual amena cavaqueira semanal na quadripartida "quadratura".
Pacheco, o bonzo maior dos falhados políticos portugueses foi atingido na mouche daquilo que foi sempre o fundo da sua actuação falhada na política portuguesa.
Jorge Coelho, o que repete sempre ter uma admiração e respeito enorme sobre aqueles que tece comentários quaisquer que sejam eles incluindo os seus amigos presentes no programa, quando Pacheco argumentava que sempre fora e porque era contra o apoio do Estado à cultura saiu-se, inesperadamente, com um argumento que retrata fielmente o passado de falhado político que sempre foi e continua sendo Pacheco Pereira.
E que disse Jorge Coelho sorridente e diplomático: - Ora aí está como eu compreendo bem agora a política cultural de Rui Rio no Porto, pois tinha como ideólogo cultural o seu amigo e apoiante dedicado Pacheco Pereira -. 
O Pacheco apanha papéis nacional, para fingir que é historiador moderno, sentiu-se apanhado no seu cerne político e ficou de face alaranjada.
Pois Rui Rio como Presidente do Município foi uma seca cultural para a capital do Norte. Todas as iniciativas de cariz cultural que tomou foram sempre contra os agentes culturais e reduziu o Porto quase à estaca zero cultural. Todos nos lembramos dos artistas barricados no seu teatro para tentarem evitar o fecho do que era a sua vida profissional e das guerras contra outras actividades culturais como na Casa da Música e no próprio museu de Serralves.
Realmente se olharmos retrospectivamente para o percurso de Pacheco temos:
Pacheco jovem como ideólogo de grupo de extrema esquerda (m-l) que falhou e ele abandonou para se refugiar no PPD/PSD.
Pacheco grande ideólogo de Cavaco e do escol da escola do cavaquistão durante décadas e note-se no que deu o cavaquismo e como terminou o próprio Cavaco: tudo no lixo da corrupção.
Pacheco amigo e colaborador directo de Duarte Lima o tal que subiu vestido de Adão no paraíso ao paraíso dos milionários mundanos feitos supersonicamente, e outras escroquerias conhecidas ainda piores cometidas sob as barbas do Pacheco sem que este desse por nada quando depois até viu as armas de destruição maciça no Iraque tão longe da vista.
Pacheco amigo e apoiante de Rui Rio no Porto, idem, idem acerca de Graça Moura o parasita-mor do reino que requeria ao partido o maior cadeirão e gabinete dourado disponível para trabalhar em nome individual e para si próprio à conta do Estado. 
Pacheco ideólogo amigo e apoiante de Manuela Ferreira Leite, outra que puxava da pistola mal ouvia falar em cultura e também política falhada que até pedia seis meses de suspensão da Democracia para aplicar o seu programa de governo "democrático"
E para fechar em beleza vemos Pacheco como ideólogo a apoiar Durão Barroso colaboracionista na guerra contra o Iraque que também apoiou na escroqueria que já havia revelado ser como PM de Portugal e depois se tornou o mais internacional dos escroques mundiais ao chegar a presidente da UE. E tudo a troco de um lugar prometido como Embaixador na OCDE em Paris.
Um passado triste e infeliz para Portugal que tanto lhe pagou a troco de nada ou pior ainda pois fora melhor que nada tivesse feito.
Nesta "quadratura" nem o seu amigo retórico sofista Xavier, o auto-convencido sábio explicador das boas éticas e morais políticas que são sempre de acordo com as do CDS, dizia, nem o Xavier o apoiou e o Pacheco ficou de cara de pau alaranjado.
Actualmente, tão calejado de falhanços políticos e já muito sob observação desconfiada do povo não ignorante teme aparecer ao lado de Rio nesta sua nova fase de candidato a PM.
Ou Rio não quer por perto a criatura que mais falhanço ideológico produziu neste país.

Labels: ,

Friday, December 16, 2016

PORQUE ANDAS A CHUTAR PARA O LADO, PP? (2)


Pacheco Pereira continua a fingir que não anda neste mundo político português há décadas e que, sendo ou passando por impoluto e só ter lidado com gente impoluta, agora na "quadratura" pergunta muito espantado como é que "tudo isto acontece e ninguém dá por nada?"
Pois é Pacheco. Também tu que lidaste de perto, muito perto até, com a escola cavaquista e uma fartura de alunos dessa escola e, mais precisamente, foste colaborador próximo de duarte lima na AR e no partido, nunca viste nada, não deste por nada, não topaste nada, não olfataste nada, não sentiste nada e viveste regalado como segunda e primeira figura do cavaquismo na AR e depois na "europa" com o teu amigo poeta e tradutor da treta.
Por sinal esse teu amigo poeta, escritor, tradutor, conferencista e cronista que foi o maior caça-tachos e parasita-mor do reino. Parasita porque foi tudo isso enquanto era pago pelos parlamentos de cá ou europeu onde nunca produziu uma nota de que a gente se lembre. Os compadres partidários ainda lhe deram um prémio de milhares por traduzir épicos clássicos mantendo martelada à força a rima para parecer ao pagode ser um igual a eles: uma cagada.
Tudo isso passou mesmo por baixo dos teus olhos junto à tua barba e aparência de cientista da história e da política e tu não deste por nada.
Assim como no BPN, sob o teu olhar e olfacto apurado (quando queres), então, passava-se tudo no melhor do mundo dos "impolutos" e tu vivias e convivias nesse meio como peixe na água. Água limpinha, limpinha pois nunca nela viste a mais pequena nódoa ou mancha de sombra de mãozinha sorrateira de luvas.
Foi tudo sempre bacteriologicamnte puro até ontem à noite na "quadratura". E ontem à noite eram referidos apenas os teus desconhecidos afastados. 
Bem, sempre não, houve um gajo de que Pacheco ouviu  cassetes de "escutas" tratadas para serem "prova" de atentado político e que pelo "tom" ele "viu" e ficou logo convicto tratar-se dum bandido que queria assaltar o Estado de Direito.

Labels: ,