quarta-feira, setembro 30, 2009

ÁGUAS E ESGOTOS: APROVAÇÃO, FINALMENTE.


INCOMPREENSÍVEL
Imcompreensível é o mínimo que se pode dizer da posição da Junta de Freguesia de Santa Bárbara de nexe, na votação para aprovação do novo modelo de financiamente para as obras de águas e esgotos que afectam em grande parte, precisamente, a população desta freguesia. A nossa JF, ontem à noite cerca da 01,45 H, na Assembleia Municipal de Faro, votou contra o modelo de financiamento apresentado pela CMF para possibilitar avançar com os projectos e adjudicações já feitas das obras há décadas adiadas. E segundo ouvimos de viva vóz, tal votação vem no seguimento de outra decisão de voto identica tomada há cerca de un ano.

Estamos em crer que não seja essa a vontade de coração do nosso Presidente da JF e que por tal se sinta incomodado com o sentido de voto imposto pela CDU. Contudo, devia ser corajoso, fazer sentir, bater-se e fazer valer, no interior da estrutura partidária, que neste caso era prioritário dar valor às reais e urgentes necessidades mais sentidas das populações que tomou a responsabilidade de servir. E neste caso tratam-se de necessidades básicas e civilizacionais cuja falta é incompreensível em pleno Séc XXI. Submeteu-se às orientações políticas partidárias gerais que nada, mesmo nada, coincidem com o interesse particular do povo da nossa Freguesia. Foi pena.

E de pouco vale a razão que possa ter o argumento invocado de que durante muitos anos o PS e PSD, que têm ocupado a Câmara, não tivessem feito já antes as referidas obras. Ter razão histórica não justifica estar contra no presente: pelo contrário justifica, antes de mais, acabar com a má história do passado e fechar esse capítulo pouco digno. Pela mesma razão a JF não arranjava caminhos, não abria variantes, não se batia por melhoramentos porque tudo já fora possível de ter sido feito por outros antes. É de teor e valor identico o argumento do erro cometido há anos ao meter-se a Fagar no negócio das águas do Município. Tomar qualquer erro passado como um "pecado original" que temos de expiar eternamente é da religião não é da política. Finalmente o argumento de que, com tal modelo de financiamento, pode o custo da água passar a ser sucecivanente maior, basta lembrar que o custo actual da água distribuida por particulares atinge um valor de 10(dez) vezes o custo da distribuição pela rede municipal. Frouxos argumentos, portanto.

Importante foi que, finalmente, o modelo de financiamento para as obras tenha sido aprovado com os votos a favor do PS e PSD apesar dos votos contra da CDU e BE. Agora devemos estar atentos não vá dar-se o caso, face ao actual descalabro financeiro e necessidades da CMF, que as verbas obtidas em nome destas obras sejam utilizadas em mais obras "de praia" ou " de lazer" ou "de embelezar" ou "de iluminar" ou "de futebolear" ou "de patrocinar" ou "de ilhar" ou "de ribeirinhar" ou..., ou de "fogo de vista eleitoral". A ver vamos.

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sábado, setembro 05, 2009

NEXENSES VI


NOVA ESTRADA
Fala-se que a Estrada Municipal 520 vai entrar em obras até à Falfosa como o Apolinário informara, há um ano, aquando da reunião camarária aberta, realizada em Santa Bárbara de Nexe.
A 520 vai à mão do empreiteiro de estradas submeter-se a cirurgia plástica, pôr-se lisa, larga, vistosa, gostosa de rolar-se por cima dela, para ir até ao Parque da Cidade. Por isso já deixou de falar-se oficialmente, e vai deixar de chamar-se e dizer-se, "Estrada de Santa Bárbara", mas tão sómente passará a ser designada por "Estrada do Parque". Apenas ao troço estreito, enrugado, esburacado e leito de enxurrada quando chove, que entroncará na nova estrada do Parque, chamar-se-á "Estrada de Santa Bárbara".
Mais um sintoma de identidade nexense em fase decrescente.



TRÂNSITO NA ALDEIA

A mudança de trânsito na nossa Aldeia acarretou um novo prejuizo para o povo dos Gorjões. Se já estávamos a 4 quilómetros da Aldeia sede da Freguesia, agora passámos a estar a 6 quilómetros 6. Se já estávamos próximos de estar mais próximo de Loulé, agora tiraram-se todas as dúvidas. E sempre por estrada de bom piso, pode-se ir às compras, ao café ou apanhar a A22, via Loulé.
Não sei se era essa a melhor solução para resolver o problema do trânsito no interior da Aldeia: não estudei nem pensei no assunto tecnicamente, isso compete aos técnicos tendo em atenção a geografia e as pessoas dos sítios da Freguesia. Apenas constato o facto de que os gorjonenses ficaram prejudicados: mais um novo prejuizo a juntar à sua má situação de já viverem em regime de dura periferidade e mal servidos de acessos e serviços básicos.
Mais um sintoma de identidade gorjonense em fase descrescente. Contudo, sobreviveremos.

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quinta-feira, março 05, 2009

BORDEIRA, CARNAVAL 2009

quarta-feira, março 04, 2009

O ENCLAVE DE MATA LOBOS, RESOLVER A INDEFINIÇÃO


Desde jovem que ouço falar acerca deste problema imbricado que é o célebre "Enclave de Mata Lobos", isto é, a ponta de terreno que penetra em cunha pelo concelho de Faro, atravessa a EM520 de acesso a Santa Bárbara de Nexe e é reclamada como seu quer pelo município de Faro quer pelo de Loulé. E isto ouvia eu falar no tempo da ditadura dita dura, que como dizia a senhora à tempo, serviria para pôr as coisas na ordem. Ora se tal regime não resolveu o problema, o que lhe seria fácil determinar e pronto, ou tanbém teria tido receio de uma guerra de vaidades bairristas e deixou o caso andar?
Bem, mas se a ditadura não resolveu por decreto, a democracia tem o dever de o resolver por decisão democrática. E a decisão democrática é aquela que resulta da soberania do povo exercida de livre vontade em total liberdade e consciência. Deste modo, a escolha de municipalidade dos tais 5km2 de terras, deve ser referendada e sentenciada pelos cerca de 1000 habitantes que lá vivem. Ao povo que lá mora e conhece os problemas causados pelo impasse que a situação provoca e promove, deve ser dada a oportunidade de, em referendo local acordado e supervisionado pelas duas Câmaras, poder decidir de sua livre vontade, por maioria, o que mais convém ao seu dia a dia. Então o povo só é soberano e quem mais ordena nos discursos?
Podem ser invocados direitos consuetudinários, por uso-capião, até por lei das sesmarias ou joaninas ou posteriores que, por perda de validade, nenhuma terá autoridade suficiente para resolver o perverso caso. Cabe às Câmaras porem-se, democraticamente, de acordo, explicarem e baterem-se pelos seus argumentos favoráveis e deixarem que o povo decida. E respeitarem essa decisão sem azedumes de clubite bairrista.

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