terça-feira, julho 23, 2013

A TRINDADE DE CRENTES E A CATARSE COLECTIVA

 

A expiação de culpa decretada pelos beatos Cavaco, Passos e Portas aos portugueses continua. E cada vez mais intensa e visível na medida em que a trindade crente continua culpando os portugueses de pulhas malandros que viveram acima das possibilidades à custa dos austeros e mui trabalhadores dos países nórdicos.
E, para cúmulo da indecente provocação feita aos portugueses, esta é capitaneada por alguém que começou a trabalhar aos 40 anos num emprego oferecido por amiguismo partidário e não por mérito e de seguida se candidatou ao "emprego" de 1º ministro (foi ele que o disse, asssim mesmo) onde aterrou vindo das nuvens onde os media o tinham colocado como anjo salvador para ocultar o estado de penugem de suas asas e inteligência.
Os media portugueses, servis dos donos, ao contrário de Aristófanes colocaram o bem, o melhor que existia, na terra como sendo o inferno e o mal, o pior potencialmente existente, nas nuvens como sendo o anjo salvação da pátria em perigo.
Enganaram deliberadamente os portugueses. Tanto os que continuam a defender a expiação empoleirados a sacar do pote como os que agora aparecem arrependidos porque não foram convidados a empoleirar-se no saque ao pote.

Hoje foi mesmo no local de Quarteira onde passo uns dias de férias: um rapaz de 29 anos desempregado atirou-se dum 14º andar. Salvou-o da morte certa o facto de ter caído sobre a capota de um carro que lhe amorteceu a queda e o enviou para o hospital todo partido.
Mais um dos casos, já diários, de tentativa de suicídio, pelo que ouvi no local, promovido por um estado depressivo já antigo e permanente devido a problemas familiares face ao desemprego e falta de perspectivas de futuro.  
A juntar aos que morrem diariamente por falta de assistência médica, de medicamentos, de tratamento adequado e muitos outros que sem meios de subsistência se isolam para esconder a decadência e definhamento em direcção à "solução final", este é mais um caso a debitar na conta da trindade redentária.
À falta de judeus e mouros agora são os próprios trabalhadores portugueses que são apontados como  hereges. E para cúmulo da nossa desgraça é o próprio governo de Portugal que se organizou como tribunal da santa inquisição para nos derreter em lume brando. 
A História não deixará de responsabilizar quem determinou e impôs esta catarse bíblica ao inocente povo portugues por meio do empobrecimento até á miséria.  

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domingo, maio 01, 2011

MENTIRA E VERDADE

ADÃO CONTREIRAS, SOMBRAS

Vendo o deboche intelectual do "eixo do mal" desta noite, quando ouvia aquele senhor que não sei o nome mas é aquele que costumava aparecer de vistosos fatos, gravatas e lenços na lapela à dandy e porque o avisaram que tal nobreza não condizia com a linguagem desbragada costumeira, agora aparece mais descompostamente composto à desportiva.

Este rufia costuma chamar, por tudo e por nada, mentiroso ao PM Sócrates. Já tinha reflectido sobre porque motivo este tipo de gente reles mas também políticos de elevada hierarquia partidária alinham neste método e usam a acusação de que o PM mente. Aliás, os reles usam-na como alunos aprendizes imitadores dos políticos politicamente menores e intelectualmente fracotes e mesquinhos.

Mas no conjunto toda esta gente estarola já proclama tão normalmente tal alarvidade porque também já adquiriu uma certa concicção de que é verdade o que falsamente afirmam. Por que constata-se como facto vivido e visto em directo, que o PM profere uma declaração-afirmação sobre determinado assunto evidente, como a sua declaração na TVI de que está aberto ao diálogo e ao entendimento, pois que nunca o país precisou tanto de entendimento entre as forças políticas. E o que vêm imediatamente dizer as reles gentes e reles políticos: que o PM está a mentir.

E porque afirmam que o PM mentiu? Porque o seu pensamento está amarrado à corrente pre-concebida e preconceituosa de que o PM diz o que diz mas pensa outra coisa. O PM é tido como alguém tão esperto-inteligente e tão rápido a pensar e julgar que, ao mesmo tempo que pensa-produz afirmações, já está a pensar no seu contrário.
O PM, ao fim e ao cabo, é tido como quase um deus ou semi-deus ou de origem divina com um pensamento que prevê o futuro, pois só assim se explica que para sua defesa pense uma coisa e discorra sobre o seu contrário em simultâneo.

Ora, como ninguém pode e vai acreditar que o PM tenha tais qualidades divinas de adivinhação e capacidades transcendentais de mentir sobre o seu próprio pensamento, é da mais trivial lógica, para qualquer pessoa normal, pensar que quem verdadeiramente mente é quem acusa. O acusador, por uma manobra de pura imaginação, intromete-se imagináriamente no pensamento do PM para ver e retirar dele (pensamento) uma contradição entre pensamento e transmissão desse pensamento.
A essa suposta contradição apelida de mentira. Contudo, como a contradição suposta pelo acusador é imaginária, a mentia é sua. Toda.

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