sexta-feira, fevereiro 21, 2014

ESCROQUERIA

O insuportável escroquerismo deste governo consiste precisamente em anunciar ao povão que o país vai ser ou tornar-se naquilo que já era, foi, e é ainda resto deixado pelo governo anterior. E deste modo, mudando o palavreado para fingir que é novidade, apropriar-se das inovações e dos resultados de elevados valores acrescentados idealizados e realizados pelo governo anterior. 
Sem ter tomado uma única medida de sua lavra para o país ser algo mais, sem ter acrescentado uma unha sequer ao que herdou, sem ter feito um único investimento público nem trazido ao país um único investimento privado, pelo contrário, tendo-se limitado a destruir e empobrecer o país sob o tema de ensaio laboratorial da "destruição construtiva", os escroques, perante eleições próximas, anunciam ao mundo os avanços, inigualáveis na Europa, das exportações e anunciam mais exportações como sendo milagres seus, isto é, face ao novo período eleitoral estão de volta ao conto do vigário, outra vez.
Hoje no correio da manha o moreirinha, o cara e fala de santinho sonso, veio declarar que Portugal deve tornar-se exportador de energias renováveis. A manobra de engano foi estudada e está em marcha sua encenação: agora anuncia-se que temos de exportar energias renováveis e daqui a dias aparece a notícia da exportação e o moreirinha virá cantar a grande vitória do ministro ambiental.
É, usando deste escroquerismo mal dissimulado, que se vangloriam das exportações de combustíveis como se a nova refinaria de Sines fosse obra sua ou por si impulsionada, que se vangloriam das exportações de pasta de papel como se a nova fábrica de Setúbal fosse obra sua ou impulsionada por si, que se vangloriam das exportações agrícolas como se o Alqueva fosse obra sua ou impulsionada e concretizada por si, que se vangloriam da extensão ao mundo inteiro das exportações portuguesas como se tal alargamento tivesse sido iniciado, incentivado e promovido por si e não pelo governo anterior, que vendem o "magalhães" às escondidas por vergonha de agora serem obrigados a bendizer do que antes diabolizaram, que se vangloriam da produção actual de sapatos, automóveis e outros produtos de elevado valor acrescentado, escondendo que no "despesismo" do governo anterior consta a grossa fatia na ajuda aos respectivos sectores, quando rebentou a crise, o que permitiu salvá-los.
Por meio de uma mentira sempre repetida, ampliada e martelada pelos media cada vez mais no bolso, já se apoderaram, como autores, daquilo que outros realizaram. À catadupa de valiosas inovações e realizações que, essas sim, estavam mudando o país pelo engrandecimento e não pelo empobrecimento, os escroques chamavam propaganda. Hoje à propaganda pura e dura e, dada a falta de uma única realização nova de valor para mostrar ao povo, por encenação e repetição permanente de quadros intelectuais mentirosos apropriam-se das realizações dos outros, sem pinga de vergonha e querendo fazer-nos passar por parvos.
O pantomineiro paulinho, o grande realizador de obras para microfone e amplificador, o faz-tudo sem fazer nada, todos os dias se apropria do que o governo anterior lhe deixou feito e antes diabolizara.
Agora é o santinho moreirinha que está numa teatral tomada de apropriação, da criação do cluster exportador de indústrias e produção de energias renováveis pelo governo anterior,  em proveito da elevação deste governo a escroque-mor.

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quinta-feira, dezembro 19, 2013

INTIMIDADES PORNOGRÁFICAS


Esta senhora deputada, na imagem, veio a público através da tv ler o que chamou um relatório parlamentar mas, certamente por ter trocado os papéis parlamentares com os papeis guardados na gaveta secreta do quarto de casa, acabou por nos fazer ouvir uma versão das suas relações íntimas com a ministra luis albuquerque. 
E que magia lírica digna de Safo tem a senhora deputada que consegue descrever um idílio amoroso tão elevado e perfeito que esconde de sua boca cheia de verdade o objecto de tanto amor e dedicação. A senhora deputada tem um amor platónico indiscreto pela ministra luis que por sua vez terá um amor secreto de domínio e obediência canina sobre a senhora deputada.
Isso é do domínio dos seus direitos à intimidade e é lá com elas.
Mas essas relações de amor recíproco de intimidade e vassalagem deviam praticá-las a sós entre si e não em público perante as câmaras de tv em horário nobre. Pois para quando os portugueses querem ver intimidades pornográficas existem os canais da especialidade. 
No Parlamento há casos de masturbação e orgasmos ditos intelectuais mas assim, em directo e sem intelecto, nunca tinha visto. 

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sábado, agosto 10, 2013

GOVERNO LANÇA-SOMBRAS

Este já não é um governo de gente com face mas um governo em contra-luz que apenas produz e lança sombras.
Sobrevivente à força de dissimulações e mentiras já só concebe tentar esconder-se e escapulir-se por entre as sombras que lança sobre os acontecimentos.
Dissimuladores profissionais e viciados enganaram os portugueses depois, impantes de sua imanente mediocridade e incompetência, tomaram o poder e sem a menor ideia de como pegar nos problemas do país, lançaram mão do mais fácil que foi, primeiro culpabilizar o governo anterior e segundo culpabilizar os portugueses de calaceiros vivendo na boa-vai-ela para implementar sobre o povo uma regressão ao pior passado salazarista.
Ao fim de dois anos de embuste o povo já os topa e não acredita em nada de suas propostas e medidas sempre para empobrecer os portugueses e sempre apregoadas e vendidas ao povão, sob bondosos e caridosos chavões tipo "melhorar a equidade", "proteger os mais fragilizados", "requalificação de excedentários" ou slogans passa-culpas como "estava no memorando", "imposisões da troika", ou ameaças claras de medo como "ou isto ou a bancarrota".
No caso actual do torpedo que a swapeira mariluis atirou contra o PS para mostrar serviço ao gosto do patronato psd, como o torpedo era de fabrico caseiro falso, este rebentou-lhes na sua própria proa atirando grossos destroços borda fora.
Como fieram no caso bpn sobre o qual lançaram sombras sobre sombras para ocultar os bandidos enquanto erguiam fachos para iluminar e acusar os guardas, também agora estão usando a mesma táctica de acusar quem guardou e protegeu o bem público para ocultar o assaltante do bem público.
Na primeira, ainda com a imprensa toda naquela posição que se diz qua a Alemanha perdeu a guerra, quase impingiram ao mundo português que o bandido fora o guarda. Mas, entretanto, passaram dois anos de uso e abuso de tácticas e manobras de diversão, de uso e abuso de manhosos truques de propaganda, de uso e abuso de eufemismos como engodo de carteirista do povo e este, roubado diariamente, já topa de ginjeira o verdadeiro valor facial escondido na moeda falsa que o governo quer vender sempre que toma alguma medida.
Caídos no descrédito quanto mais usam os mesmos truques mais descobrem a careca e cresce o descrédito. Desacreditados tornar-se-ão desconfiados entre si e uma guerrilha contínua de ajuste-de-contas manter-se-á em fogo ora brando ora alteroso até eclodir. Ou o povo fará, por sua mão, o inevitável ajuste-de-contas. 

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terça-feira, julho 23, 2013

A TRINDADE DE CRENTES E A CATARSE COLECTIVA

 

A expiação de culpa decretada pelos beatos Cavaco, Passos e Portas aos portugueses continua. E cada vez mais intensa e visível na medida em que a trindade crente continua culpando os portugueses de pulhas malandros que viveram acima das possibilidades à custa dos austeros e mui trabalhadores dos países nórdicos.
E, para cúmulo da indecente provocação feita aos portugueses, esta é capitaneada por alguém que começou a trabalhar aos 40 anos num emprego oferecido por amiguismo partidário e não por mérito e de seguida se candidatou ao "emprego" de 1º ministro (foi ele que o disse, asssim mesmo) onde aterrou vindo das nuvens onde os media o tinham colocado como anjo salvador para ocultar o estado de penugem de suas asas e inteligência.
Os media portugueses, servis dos donos, ao contrário de Aristófanes colocaram o bem, o melhor que existia, na terra como sendo o inferno e o mal, o pior potencialmente existente, nas nuvens como sendo o anjo salvação da pátria em perigo.
Enganaram deliberadamente os portugueses. Tanto os que continuam a defender a expiação empoleirados a sacar do pote como os que agora aparecem arrependidos porque não foram convidados a empoleirar-se no saque ao pote.

Hoje foi mesmo no local de Quarteira onde passo uns dias de férias: um rapaz de 29 anos desempregado atirou-se dum 14º andar. Salvou-o da morte certa o facto de ter caído sobre a capota de um carro que lhe amorteceu a queda e o enviou para o hospital todo partido.
Mais um dos casos, já diários, de tentativa de suicídio, pelo que ouvi no local, promovido por um estado depressivo já antigo e permanente devido a problemas familiares face ao desemprego e falta de perspectivas de futuro.  
A juntar aos que morrem diariamente por falta de assistência médica, de medicamentos, de tratamento adequado e muitos outros que sem meios de subsistência se isolam para esconder a decadência e definhamento em direcção à "solução final", este é mais um caso a debitar na conta da trindade redentária.
À falta de judeus e mouros agora são os próprios trabalhadores portugueses que são apontados como  hereges. E para cúmulo da nossa desgraça é o próprio governo de Portugal que se organizou como tribunal da santa inquisição para nos derreter em lume brando. 
A História não deixará de responsabilizar quem determinou e impôs esta catarse bíblica ao inocente povo portugues por meio do empobrecimento até á miséria.  

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quarta-feira, junho 26, 2013

PERDER A CABEÇA


Soube hoje que nos Gorjões o último pedreiro que ainda tinha trabalho há dias atrás também já está desempregado. A sua empresa onde trabalhava há mais de 20 anos não tem trabalho sequer para manter o seu melhor e mais antigo trabalhador especializado.
E acontece neste Lugar, terra de empreiteiros de estradas desde o Séc. XIX que fez escola, quer na formação de novos empreiteiros como de criação de pessoal especializado em ofícios na arte de bem fazer estradas, e onde nunca faltaram pequenas empresas dedicadas às estradas e pequena construção e, por conseguinte, onde havia sempre algum emprego mesmo na crise mais profunda.
Hoje, no ano 13º do Séc.XXI, nem um único homem trabalhador indiferenciado ou especialista da construção tem trabalho diário para além de algum biscate que vá fazer a casa de alguém conhecido.
Fala-se novamente em emigrar tal como nos anos sessenta. Mas, logo se apercebem que só têm lá fora trabalho sazonal ou para uma obra e período específico. Ou seja, as condições lá fora são as mesmas de cá dentro e até pouco atrativas economicamente. Com a agravante de que na situação de emigrante, numa Europa toda em crise, a possibilidade de exploração e abuso de tratamento sub-humano serem desenfreadamente maiores.
Sabe-se que no campo as pessoas, mais humildes, têm mais hábitos de poupança para formar o seu pé-de-meia do que de se endividarem com bens supérfluos. Assim, logo após o desemprego, além de algum apoio social, ainda contam com alguma tempo e margem de espera por melhores dias.
Não dará, contudo, para aguentar anos. E este governo parece querer levar o castigo do povo até às últimas consequências da pobreza, leve o tempo que levar e custe o que custar.
É preciso avisar este governo que o povo não é suicidário e nunca nenhum tirano acabou com o povo. A História conta-nos que sempre foi ao contrário.    

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sábado, maio 18, 2013

O ÊXTASE DE CAVAVO



Tenho para mim que ninguém percebeu bem, ou então fingiu não perceber tomando-a como mais uma baboseira parola, que também foi, para assim poder fazer chacota fácil com tal figurante de opereta de cordel.
Contudo o dito cavaquista, ou melhor o dito "mariani", acerca da intervenção milagrosa de Nª Sª de Fátima para aprovação da 7ª avaliação da troika contém todos os ingredientes do mais puro carácter de desconfiado mesquinho auto-convencido de uma grandeza pessoal que só o uso manhoso do cargo lhe permite fingir e manipular para enganar os ignorantes.
O Cavaco tal como o Portas e muitos políticos da direita são crentes apenas por conveniência própria face à defesa de suas imagens perante a sociedade moralista existente. Eles só acreditam em si próprios e no jogo escondido que subterraneamente lançam à luz do dia sempre no propósito de sua defesa e auto-promoção.
Cavaco nem utilizou um ar de santinho para dar consistência à sua beata afirmação mas sim propositadamente o mais informal do seu ar doutoral. Isso porque a intenção era passar a ideia aos portugueses que onde ditara "talvez, Fátima" deveria ler-se "fui eu, foi graças a mim". A mensagem que, através duma ironia sub-reptícia, verdadeiramente Cavaco queria deixar era: pensarão os ingénuos portugueses que foi a mão divina de Fátima e não a mão oculta do Presidente? A tal mão escondida atrás dos arbustos dos jardins e gabinetes presidenciais.
Cavaco quis dizer que se houve ou haverá o cheque da 7ª avaliação e consequentes ordenados e pensões é a ele que os portugueses devem agradecer. Aliás as notícias depois confirmariam que se deveu à imposição do Presidente o acordo entre Passos e Portas.
Cavaco, finalmente, está nas suas sete quintas vivendo em êxtase afiado: é quem define as regras do jogo e é o próprio árbitro do jogo. Está feliz, sem forças de bloqueio nem limitações de poder, atingiu a sua máxima altura. Ele sim, deve pensar em milagre pelo facto de chegar onde está. E os portugueses devem pensar como foi possível um indivíduo sem estatura chegar a tão elevado poder pessoal.
Há, contudo, na lei não escrita da vida que quem mais alto sobe de maior altura será a queda.

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domingo, abril 07, 2013

FACULDADES, TER OU NÃO TER EIS A QUESTÃO


 Cavaco tem reclamado para a sua pessoa que: 
- Raramente se engana e nunca erra. 
- Acerca de tudo que acontece hoje já tinha avisado e escrito em algum lado que iria acontecer. 
Ora, sendo senhor de tão elevado poder de infalibilidade de prever e agir era seu dever indicar o caminho certo aos portugueses nesta hora difícil. 
Este é o momento certo para usar as suas faculdades invulgares e convencer os portugueses que as possui mesmo no tempo e no sítio certo. 
Caso contrário, os portugueses já desconfiados pelo seu apadrinhamento a este governo tão falho de qualidades, julgarão que estão perante mais um embuste có(s)mico. 

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quarta-feira, março 27, 2013

Na entrevista da repórter da RTP nos EUA ao Gaspar esta perguntou taxativamente se o ministro podia garantir que os depósitos bancários dos portugueses estavam a salvo de uma medida da "Europpa" sobre Portugal como acontecera no Chipre.
O manhoso Gaspar respondeu que, cito de memória, "os portugueses podiam contar com a solidez da banca portuguesa".  A resposta é uma não resposta, uma fuga à questão concreta posta.
O problema grave não é a solidez ou não da banca portuguesa mas sim a solidez da palavra do ministro e a solidez dos seus conhecimentos e capacidade para dirigir o nosso país.
Pelo que fez e foi visto até aqui tudo indica que a sua evasiva resposta afinal responde em cheio à ideia já assimilada de que, em último recurso, vai ao confisco das contas depositadas nos bancos.
Se já aprovou o confisco uma vez ... logo? Um dia virá informar os portugueses, com a ratice das palavras soletradas, que não devem espantar-se pois não estava dando qualquer novidade. 

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quinta-feira, janeiro 10, 2013

... VAMOS NO BOM CAMINHO (3)


Provavelmente os portugueses já não têm qualquer dúvida de que vamos no bom caminho. Se não, vejamos a situação nos nossos caminhos:
1) Na estrada municipal da minha aldeia algarvia, entre as 7-8 horas da manhâ, constata-se que o transito de gente para o trabalho quase não existe, ao contrário da correria de carros e carrinhas de trabalho que acontecia  há dois anos atrás. 
2) No caminho para Lisboa que faço espaçada mas regularmente constata-se que os carros com que cruzamos ou passam por nós estão-se reduzindo drasticamente e à noite não ultrapassam meia dúzia. 
Na noite de 8 entre as 9,00 e as 12,00, no IC2 até Setúbal não chegaram à meia dúzia. 
3) Hoje, dia 9 pelas 16,00 horas estive parado a observar o transito numa travessia da Rua do Ouro em Lisboa e constatei que os carros circulavam um a um a distancias de 50 metros entre eles. 
Há muito poucos anos neste local e àquela hora o transito era compacto e ininterrupto horas a fio.
Neste bom e belo caminho que levamos, tudo indica que brevenmente quando não houver viva-alma a circular nas estradas e caminhos de Portugal, o governo informará os portugueses que, todo o dinheiro gasto em  Auto-Estradas, IPs e ICs pelos governos anteriores, foi uma festa de desperdício.
Atingido este ponto do "reajustamento" e "corte nas gorduras", qundo todo o povo todo estiver metido em casa a comer a sopa de erva, o governo anunciará entusiasmado o grande momento aos portugueses, à Europa e ao mundo: conseguimos, vitória, vitória.  

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quinta-feira, dezembro 20, 2012

A ABADA E O RICOCHETE


  HERCULES ESTRANGULANDO ANTEU DEPOIS DE O SUSTER NO AR PARA EVITAR O CONTACTO COM A TERRA DONDE LHE VINHA A SUA FORÇA

Nas eleições legislativas que travou, A Drª Manuela prometeu riscar, rasgar, apagar tudo que o Governo Sócrates estava fazendo, erguendo ou criando.
Nem que tivesse de suspender a democracia por 6 meses para governar em ditadura chefiada por sua persona imaculada de "verdade".
Os jornalistas aplaudiram e começaram a guerra psicológica de convencimento dos portugueses dessa necessidade pois o mal, o mal todo, o mal em si era a forma na figura de Sócrates. A "imprensa" e os "homens sérios" trataram de lançar mãos aos diversos trabalhos hercúlios para derrubar e matar os monstros do mal que habitavam o governo e destruíam o país.
Um dos trabalhos bem sucedidos foi o de meter o microfone na boca do PCP e BE a toda a hora 24 sobre 24. Teve um efeito multiplicador de lapidação pelo facto de introduzir no ruído geral o argumento falso de que até os da família apedrejavam.
Neste entretanto, Passos, pela calada, era a favor de Sócrates e manobrava e rosnava as canelas da Drª Manuela. Ao contrário Seguro, pela calada, não criticava a Drª. como manobrava e rosnava as canelas de Sócrates.
Os "homens sérios e da verdade" iam escrevendo o guião e a "imprensa" reescrevia, reinterpretava e pintava a tinta negra o mal, a forma e idéia do mal em si na figura de Sócrates Anteu. Tal como Anteu, Sócrates ganhava força cada vez que se agarrava à terra, era portanto necessário atirá-lo ao ar. 
Dessa tarefa se encarregou com estrondo e sucesso o nosso hércules(zinho) presidente cá de nossa casa.
O Povo desconfiou e ainda aguentou até uma semana antes das legislativas dando um empate às partes em disputa eleitoral. Contudo "os homens sérios e da verdade" aliados da "imprensa da verdade liberta" massacraram o Povo convencendo-o de que era preciso dar seguimento à palavra presidencial da necessidade inadiável de atirar Anteu ao ar.
A própria classe média, bem representada nos professores e quadros funcionários públicos e privados, pela mão de chefes mestres como Avoila, Nogueira e outros iguais ou apanhados, cedeu à corrente e foi na onda.
Como Sócrates iniciara a austeridade, esta classe lembrada dos tempos de Cavaco e dos "fundos" a jorrar, sentiu saudades desses tempos que novamente lhes prometiam juntar "gordurinha" à gordura antiga. E Sócrates levou uma "abada" como me prometera um amigo professor amigo de muitos professores.
Derrotada a Drª Manuela, veio Passos que logo iniciou o instrumental e fingido combate pela "verdade". Outra vez era preciso riscar, rasgar e apagar a obra maléfica fundadora e promotora de todos os males deste mundo e do outro.
O Povo, já admoestado e configurado para aceitar isso como a "verdade" dos sábios, a princípio achou tudo muito bem; era o princípio da resolução de todos os males para ascender do inferno ao paraíso, pensaram.
E Passos riscou, rasgou, apagou, destruiu, desmontou (Álvaro dixit) tudo que Sócrates erigiu ou sequer pensou em erigir. Era preciso destruir a obra e até o pensamento político-social governativo de Sócrates. Era pois imperioso e necessário instalar na cabeça do povo um auto-de-fé pela obra, pensamento e forma-idéia de mal em si representada na figura de Sócrates.
Passos, contudo, excitou-se com o poder. Lançado na fúria destruidora-regeneradora, terminada a desmontagem, destruição e apagamento da obra Sócrates, não parou aí.
De repente, deu asas à sua fantasia politico-religiosa de regeneração e purificação dos pecados pela via do empobrecimento e vida simples, e deu em fazer à força dos portugueses, homens pobres, simples, rotos mas lavados e honrados.
Agora Passos, homem de fé político-religioso, ao contrário e para contradizer e vingar-se de Sócrates "megalómano" do desenvolvimento pela ciência e novas tecnologias, Passos dizia, quer a redenção pela miséria do Povo da qual se reerguerá com ajuda da caridade divina.
Tal como no poema.
Quando Passos destruiu a obra de Sócrates não era nada connosco nem contra o Povo.
Quando Passos iniciou o empobrecimento não era comigo, era com alguns.
Quando passos começa a destruir e desmantelar a obra social do Estado erguida desde o 25 Abril, o incómodo foi geral e preocupante.
Quando é claro que Passos quer destruir, vergar e proletarizar a classe média, esta percebe que é com ela mesma, forte e feio.
Quando é claro que o caminho de Passos leva a uma ditadura plutocrata, com uma pequena elite financeira no topo e um plano, rasteiro e vasto proletariado de rastos, o Povo começa a abrir o pensamento e a "rever" e "refazer" as "histórias" que lhes venderam.
Meu caro amigo professor, a tal "abada" como uma bala, entrou em ricochete perfeito no sentido inverso. 
E o Povo está numa encruzilhada, sem saber que caminho seguir perante a saraivada de estilhaços que se lhe cravam na carne quase diariamente. 

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segunda-feira, outubro 29, 2012

E TÃO IGUAIS



Há jornais e jornais.
Tão diferentes e tão iguais,
tão cheios de páginas,
de sangue e lágrimas.
E tão oficiais.

Há o diário dos cafés
de vagas e marés
vivas de tintas carregadas, 
escritas e gritadas:
"aqui del' rei"
que são gatunos sem lei,
vigaristas, assaltantes,
bandidos, carteiristas,
pedófilos, traficantes,
verdadeiros artistas
sem unha de humanidade,
nem coração,
que por arma ou esticão
tratam sua necessidade
urgente ou indecente
com o àvontade
de quem antigamente
ia a romarias diárias
sacar carteiras
e usa agora um lote
de técnicas, maneiras,
imaginação e artes várias
precisas para ir ao pote
farto das caixas bancárias.

E há o dito cujo, diário
único que faz oficial,
sem parangonas garrafais,
o saque arbitrário,
geral, imparcial, imoral,
das massas salariais
do doutor ao operário,
da mísera pensão
ganha de jovem a ancião,
da pensão d'invalidez qu'o infeliz
ganhou à morte por um triz,
do subsídio de desemprego
ganho de homem a labrego,
do rendimento de inserção
ganho para ser não-ladrão,
de qualquer mínimo rendimento
o insaciável orçamento
do pote, trata logo de mamar
a parte de leão e após o PR
assinar, quer se chore ou berre,
logo o dito DR vai legalizar
todo assalto governamental,
para encher como um ovo
o pote, onde gente muito fina
e tal, de fora ou de Portugal,
mete a suja mão e rapina
em nome da culpa do povo.

Para lá do, à primeira vista,
está a razão que administra
o pensamento.
Do entre, o ver por dentro
e o ver por fora, vai nascer
um ver novo para dizer;
há jornais e jornais,
tão diferentes e tão iguais.


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sábado, setembro 22, 2012

TSU, O LOGRO


Apresentaram e venderam ao povo, na campanha eleitoral, a TSU como uma bomba atómica mágica que, logo que aplicada, implodiria todos os males da governação e do povo, e a felicidade vinha logo a seguir.

Aplicada a salvífica TSU, a bomba atómica rebentou-lhes nas mãos e implodiu o governo.

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sexta-feira, julho 20, 2012

ELOGIO DA POBREZA


Finalmente, foram precisos quase nove séculos de vida em comunidade como país para que um povo triste e cabisbaixo, reencontrasse a sabedoria original e descobrisse sem pieguice o remédio que lhe faltava e precisava tomar para ser feliz: a pobreza.

A pobreza é a filha dilecta da natureza: vimos ao mundo no mais puro estado de pobreza natural, nus e desprotegidos, nem sequer uma fralda quanto mais uma roupa de marca, anel de ouro ou pedra preciosa. Ao nascer-mos não temos nada nem somos Prof, Dr., Eng.º, Arq.º, nem de nós mesmos somos donos.
O que é precioso no nosso nascimento é, precisamente, a pobreza, essa manifestação exemplar de sabedoria superior com que a natureza brinda à nossa individualidade. A pobreza é o primeiro bem com que somos agraciados ao nascer.

A pobreza é, portanto, o nosso estado natural. Finalmente, uma elite do nosso país reencontra a filosofia natural da existência para a aplicar ao povo e fazê-lo feliz. E nos clássicos encontrou a máxima orientadora de sua acção em prol do povo: «Quanto maior for a pobreza, mais feliz a vida».
Desta máxima tirada dos clássicos derivam as máximas da elite aplicadas ao povo:

1. Ao nascermos, o estado puro de felicidade coincide com o estado puro de pobreza.

2. Para quê estragar, no estado adulto, esta graça da natureza por nossas própria mãos?

3. Adulterado o estado de felicidade-pobreza inicial a natureza não nos obriga sempre, na velhice, ao retorno da decadência e pobreza natural?

4. Se nascemos completos de perfeição compostos de felicidade e pobreza, porque havemos de nos orientar pela imperfeição e corrupção do ter e dos bens?

5. É próprio da natureza que tudo seja perfeito e sem vícios como as árvores, animais, rios, mares, céu, sol, estrelas, astros, etc. porque razão há-de o homem querer ser diferente?

6. A pobreza é o estado natural e feliz do homem pelo que deve ser impedido que se subverta a ordem natural e queira viver em permanente tragédia existencial.

7. A felicidade não consiste em querer ser o que se não é mas em ser e viver sob o estado natural de pobreza.

8. Até Deus quis salvar o mundo escondendo o mistério da salvação aos ricos e só o revelou aos pobres. A sua companhia dilecta é a dos pobres pescadores e mulheres. A pobreza aproxima-nos do paraíso de Deus e a riqueza do inferno do Diabo.

9. A pobreza faz o homem rico de desejos e sonhos, que são de graça, enquanto os ricos guerreiam-se e matam-se por obter mais riqueza e poder.

10. A pobreza é fundamento de uma felicidade sem custos e que todos podem fruir em comum. Assim, finalmente, a pobreza é a mais poderosa promotora de igualdade entre o povo.

Em conformidade, é com entusiasmo que se devem apoiar todas as medidas para o empobrecimento do povo com dignidade ; isto é, para a obtenção de uma felicidade que levanta ânimos, alegra os tristes, estimula os indolentes, esperta os estúpidos, alivia os doentes, amansa os ferozes, promove a igualdade, induz a obediência dos iguais aos mais iguais.
Se tudo correr bem no programa de pobreza em benefício do povo, será dever natural da elite velar com toda a força que tiver à mão e disposição, para que nada perturbe o estado de pobreza feliz geral do povo que lhe foi confiado.

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segunda-feira, maio 21, 2012

TROIKANOS


Ongoing - Loja Mozart - SIED - TVs - Jornais - Pingo Doce - Continente - Empresários;

Estes donos de pequenos mundos mas senhores de grandes interesses e ambições oportunistas, puseram os microfones, as câmaras, os transportes, o poder do dinheiro, a logística objectiva e subjectica ao serviço de esperas, manifestações histéricas, comissões de inquérito inquisitoriais, acusações conspirativas, e por fim à incrível união de votos de extremos opostos.

São os criadores autorais dos Relvas e Passos Coelho e mães do empobrecimento por doses sucessivas de austeridade à bruta.
E agora espantam-se e perguntam como foi possível chegar ao actual estado das coisas ou, como diz o idiota, do "coiso".

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terça-feira, janeiro 24, 2012

AFINAL A AGÊNCIA EXISTE


Afinal a invenção do paulinho rangel para promover a emigração dos portugueses existe. O relvas, homem despachado sem meias medidas nem entraves democráticos de qualquer espécie, mal pensou no caso, olhou em redor para ver o que tinha mais à mão e, eureka: rtp.
Para que raio serve a nossa dele rtp se não sabe promover e ajudar o governo a exportar os bens transacionáveis portugueses? Se não sabe ou não é capaz, pois bem, aqui estou eu, o tutela, e determino para Angola em força e rapidamente.
Para tal organize a rtp de imediato, disse o tutela, um programa, talvez um prós&contras, em Luanda para promover o nosso empreendorismo e a nossa mão de obra qualificada. Eu estarei lá para abrir portas de negócios e dos cofres angolanos como jamais visto: aliás abrir portas dessas é a minha especialidade como banqueiro offshore.

Dito e feito. Eu vi um pouco daquilo e tive de mudar de canal dado a indisposição que o visto e o dito naquilo me estava dando: aguentei uns minutos ao intenso cheiro mendigante e subserviente que exalava daqueles discursos empresariais cheios do melhor empreendedorismo português em África para o grande bem comum de ambos países.
Os africanos, senhores de Angola, sorriam e concordavam com tudo babados de poder, babados de poder sobre os portugueses ali a seus pés. Era comovente ver tanta irmandade.

Contudo, agora em resposta oficial, mandam o recado em modos sérios para português saber as linhas com que deve tecer a sua emigração: desejam e querem fazer aprovar e controlar todos os projectos e pessoal que queira instalar-se no país deles.
Como quem diz: calma relvas, calma rapazes, primeiro estamos nós e abrir portas tem condições.

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sexta-feira, junho 17, 2011

NOVO GOVERNO, MEDIDAS URGENTES.


Nas primeiras medidas do novo governo, segundo fontes próximas de nosso mais profundo pensamento, constam as seguintes:

1º. Abolição de todas as medidas, acções e empreendimentos alguma vez realizados ou ainda em curso tomadas pelo governo anterior e,

2º. Promover um nacional gigantesco auto-de-fé, a realizar em Lisboa nos locais tradicionais para o efeito, de modo a erradicar de uma só vez e sob a vontade única de todos os bons portugueses, o maldito computador conspurcador das escolas e, pior que tudo, das cabecinhas das nossas crianças e por conseguinte do futuro dos nossos filhos, em má hora chamado "Magalhães", conspurcando também deste modo a nobreza do nome do grande navegador português e de Portugal.
Para fazer a condenação da herezia política de tão ediondos instrumentos, postos ao serviço do mal pelo filho dilecto do Diabo, enviado disfarçado de Engº. Sócrates em Portugal, será encarregue o nosso sábio e ilustre educador do povo, Dr. Pacheco Pereira:

- O computador "magalhães" é uma fraude administrativa entregue sem concurso aos amigos quando os chineses ou formosinos os podiam fornecer mais baratos. E uma fraude educacional pois para a idade dos miúdos o que seria ideal era que os conteúdos fossem tais como os das consolas de jogos que é o que eles gostam.

Para fazer a oração de encomendação das almas dos herejes objectos, será encarregue o vigário intendente rigoroso na vigilancia da devassidão e preservação dos bons costumes e moral do povo, Dr. António Barreto:

- A introdução do computador "magalhães" nas escolas, que vai levar os miudos directamente à pornografia, que é o que eles querem e gostam como seres genéticos imorais, é uma profunda ofensa à moral pública e constitui uma impiedade sem desculpa. Este instrumento é uma manobra do diabo, sob a figura de Sócrates, para estragar as nossas queridas crianças.
- Que no local histórico tradicional para o efeito, seja instalada uma pira contendo todos os "magalhães" sem excepção, sobre tal pira fúnebre seja colocada a esfingie, caso não seja possível o próprio em carne e osso, do mandante culpado da blasfémica acção contra as nossas cianças e logo, contra o nosso futuro, e depois de tudo regado e encharcado de gasolina se dê fogo e deixe arder tudo sem rasto. Para qualquer eventualidade do Diabo actuar e tentar deixar algum magalhães intacto, devem ser prevenidos lança-chamas para actuar prontamente sem piedade.


3º. Igualmente promover um grandioso auto-de-fé por todo o país de modo a erradicar da vista dos portugueses esses monstros de aço colocados no cimo das montanhas portuguesas.
Consiste tal medida em fazer desaparecer dos locais mais próximos do céu e outrora dedicados aos eremitas e conversas com os deuses, aqueles mostrengos poluentes da nossa vista, do sossego e bucolismo dos montes, agitadores das brandas e amigas brisas portuguesas.

A acusação estará a cargo do querido lídimo defensor da pureza dos ares portugueses, o incontido politólogo exímio explicador de tudo que acontece e acontecerá, Dr. Ricardo Costa:

- Não é preciso mais conversas sobre energia, não quero levar a noite inteira a ouvir falar de ventoinhas.
Quais ventoinhas, mais não fazem, que promover a agitação da calma antes existente, que nos meter medo com aqueles braços enormes sempre a ameaçar-nos e que, dado o seu gigantismo, afinal nos tornam pequeninos quixotes desorientados e tontos.
- Mas, sobretudo, não queremos nem precisamos dessa invenção do Diabo feita sob figura de Sócrates, que mais não são do que gigantescas ventoinhas instaladas nos campos para infernizar as nossas belas e serenas vidas de pacatos citadinos.
É que essas malditas ventoinhas têm por detrás um plano secreto que já começa a notar-se e ficar claro: foram estudadas e instaladas para, sob o pretexto de renovar a energia, aplicar o seu principal e secreto objectivo que é enxotar as moscas para cima de nós, aqui na cidade.
- Logo, face a tal perversidade de querer encher de moscas o nosso tranquilo quotidiano, devem tais mostrengos ser erradicados da nossa vista: que sejam serrados a um metro de altura e, no vaso deixado pela base, sejam plantadas flores, de preferência grandes girassóis que sempre que o sol de nossas presenças se lhes mostre, elas se possam voltar para nós e nos acenem agradecidas.
Disse e cumpra-se.

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terça-feira, junho 07, 2011

A METAMORFOSE DA MENTIRA

GRAFFITI DE RUA

Simplesmente isto, o novo governo, promete à grande desvendar as mentiras todas de Sócrates com as irrefutáveis verdades que lhes exorbitavam das tolas, propaladas até à exautão, compradas a troco pela comunicação e vendidas aos ingénuos.

Metamorfose I
A grande verdade do dia, anunciada pela loira ptc, alta responsável política do PSD, é de que Portugal enfrenta uma crise internacional como nunca se vira há muitos anos.
Esta verdade verdadinha revelada tão rápido como a contagem dos votos , é revelada aos portugueses todos para desmentir a tão propalada mentira de Sócrates de que não havia crise externa.

Metamorfose II
Outra verdade prestes a estar na ordem do dia é que o PSD de PPC, o poupadinho, já não formará um governo diminuto reduzido a dez ministros. Foi apenas uma promessa que, talvez dado o grande trabalho e esforço necessário para debelar a crise exterior que de repente se abateu sobre o novo poder, o PPC já não pode cumprir.
Esta verdade verdadinha revelada mais rápido que iniciar negociações para formar governo, serve para revelar à saciedade que as promessas tentadas, executadas e defendidas tenazmente mas não cumpridas de Sócrates eram mentiras duma mente deformada pelo império do gozo de mentir, ao contrário de PPC que, ainda antes de tentar, já esclarece o povo acerca da verdade completa e verdadeira de que não é possível cumprir: antes de agir para cumprir digo a verdade de não poder cumprir, e assim nunca minto ao contrário do Sócrates, o mentirolas compulsivo.

Metamorfose III
O Presidente Cavaco também parece querer metamorfosear-se de Presidente Almirante Tomáz. Esta noite respondeu a uma jornalista que lhe perguntava acerca da abstenção recorde apesar do apelo do Presidente. E este respondeu, assim:

"Pode comparar a abstenção verificada com aquela que teria havido se não tivesse feito esse apelo ao voto".

Não é tão genial como a célebre "esta é a primeira vez que cá venho depois da última vez que cá estive", mas tem génio.

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sábado, maio 21, 2011

O DEBATE BATE BATE BATE


Os escreventes e opinadores apoiantes explícitos de PPC que enxameiam os media, regressaram das cadeiras frente à TV para se sentarem e ocuparem, mais uma vez, as cadeiras da TV para, cheios de sorrisos de satisfação, voltar a falar novamente das grandes qualidades de PPC e desta vez como grande vitorioso do debate.
Contentes e felizes porque, desta vez, tinha resistido e não sido cilindrado pelo PM como nas outras vezes havia sido por todos os outros candidatos. Claro que não discutem os argumentos trocados e muito menos a validade ou, sobretudo, a bomdade das propostas avançadas. Evidente que PPC tinha neste debate a vantagem de usar da argumentação que todos os outros candidatos fazem a Sócrates sobre a governação.
PPC não fez mais que repetir tudo que JSousa, Portas e Louçã já repetiram até à náusea e repetem e repetem como cassete em repeat. Contra Socrates tinha esse alibí para disfarçar e meio de fugir ao debate sério sobre quetões de fundo acerca das reais intenções do PSD sobre medidas futuras. Refugiou-se nos argumentos gerais da oposição, à maneira das habituais coligações negativas na AR, para dar um ar de que tinha argumentos e ripostava sempre que a questão era incómoda e desmascarava o palavreado de subentendimentos que utiliza para não explicar as medidas concretas que quer aplicar ao país.
Depois de obrigar a calarem-se os seus próximos desbocados, que não se contém de soltar a língua caso a caso sobre as verdadeiras medidas pensadas mas não ditas, ou oficialmente emboscadas no programa de governo, tenta cavalgar as mesmas críticas da extrema esquerda para defender o programa mais à direita da vida do PSD.
Podem os seus escreventes e opinadores nos media sorrirem de contentes pelo facto de PPC não ter sido trucidado, como esperavam, porque utilizou os argumentos de toda a oposição e que eles próprios lhe indicam que faça: não explicar nada, não revelar nada, não adiantar nada, não propôr nada, repetir e repetir os outros e deixar que o tempo e as dificuldades da governação e da oposição façam o resto a seu favor.
Afinal ficaram contentes por nada à espera que o nada lhes dê tudo.

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quarta-feira, abril 06, 2011

CATARINO, O SÉRIO


Catarino, aquele do jornal "C.... da M....", que queria os portugueses na guerra da Líbia mas ele, tal como os medricas que empurram os outros, não se alista, é o alistas, cronica ontem sobre um tal Buffet que trata por um "especulador sério".
Diz o sério Catarino que o tal "especulador sério" trata da vida dele limpinho e honestamente, especulando nos mercados financeiros, onde já garantiu uma fortuna monstruosa. E diz mais, o Catarino sério sobre o "especulador sério", que tal senhor é um dos patrões de uma agência de rating que classifica as dívidas dos países.
Então o Catarino sério remata que o "especulador sério" não faz mais que srvir-se de sua seriedade de, através do servicinho que lhe presta a sua agência de rating, fazer baixar os rating dos países para fazer subir o juro do financiamento e, deste modo sério à farta, enfarta-se de ganhar dinheiro quando lhe pagam o empréstimo, à custa do trabalho duro e sacrifícios terríveis dos povos mais pobres.
Tudo com a máxima seriedade e total concordância da seriedade do Catarino.


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sábado, abril 02, 2011

A GRANDE MENTIRA IV

SER E NÃO SER AO MESMO TEMPO
Andaram meses e meses a proclamar que os "rating" dos mercados subiam devido à falta de credibilidade do governo.
E de repente, passado o governo a "governo de gestão" dos actos correntes da governação passou, automaticamente, a ter credibilidade para firmar um acordo de resgate cuja origem e necessidade tem por base a acusação de falta de credibilidade.
Um paradoxo? Qual quê, o enigma já havia sido estabelecido por Marcelo quanto ao aborto: é, mas não é. Neste caso não tem, mas tem.
Para chumbar o PEC IV também foi explicado claramente com uma frontalidade de opostos: porque se tratava de penalizar de mais os portugueses e porque a penalização não era a suficiente.
Parménides, desce à Terra e vem eclarecer esta nova tese doutrnária do ser e não ser simultâneamente. É que desta vez, tal doutrina tem o alto patrocínio e a benção do Presidente da República.
Mais uma grande mentira para mais uma grande tristeza nossa.

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