quarta-feira, abril 06, 2011

CATARINO, O SÉRIO


Catarino, aquele do jornal "C.... da M....", que queria os portugueses na guerra da Líbia mas ele, tal como os medricas que empurram os outros, não se alista, é o alistas, cronica ontem sobre um tal Buffet que trata por um "especulador sério".
Diz o sério Catarino que o tal "especulador sério" trata da vida dele limpinho e honestamente, especulando nos mercados financeiros, onde já garantiu uma fortuna monstruosa. E diz mais, o Catarino sério sobre o "especulador sério", que tal senhor é um dos patrões de uma agência de rating que classifica as dívidas dos países.
Então o Catarino sério remata que o "especulador sério" não faz mais que srvir-se de sua seriedade de, através do servicinho que lhe presta a sua agência de rating, fazer baixar os rating dos países para fazer subir o juro do financiamento e, deste modo sério à farta, enfarta-se de ganhar dinheiro quando lhe pagam o empréstimo, à custa do trabalho duro e sacrifícios terríveis dos povos mais pobres.
Tudo com a máxima seriedade e total concordância da seriedade do Catarino.


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sábado, abril 02, 2011

A GRANDE MENTIRA IV

SER E NÃO SER AO MESMO TEMPO
Andaram meses e meses a proclamar que os "rating" dos mercados subiam devido à falta de credibilidade do governo.
E de repente, passado o governo a "governo de gestão" dos actos correntes da governação passou, automaticamente, a ter credibilidade para firmar um acordo de resgate cuja origem e necessidade tem por base a acusação de falta de credibilidade.
Um paradoxo? Qual quê, o enigma já havia sido estabelecido por Marcelo quanto ao aborto: é, mas não é. Neste caso não tem, mas tem.
Para chumbar o PEC IV também foi explicado claramente com uma frontalidade de opostos: porque se tratava de penalizar de mais os portugueses e porque a penalização não era a suficiente.
Parménides, desce à Terra e vem eclarecer esta nova tese doutrnária do ser e não ser simultâneamente. É que desta vez, tal doutrina tem o alto patrocínio e a benção do Presidente da República.
Mais uma grande mentira para mais uma grande tristeza nossa.

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quinta-feira, março 31, 2011

A GRANDE MENTIRA III


OS "AMIGOS" DE SÓCRATES

Outra forma de propaganda da direita, e montada pelos media de jornalismo fretista contra Sócrates, é metralhar sobre as suas "amizades" políticas com chefes de outros Estados.
Claro, para isso referem as "amizades" com ditadores como "Kadhafi", "Chavez", ou outro governante de país de democracia duvidosa. Claro, omitindo que as relações entre Estados sempre se fizeram e fazem entre as pessoas que representam face ao exterior, bem ou mal, esses Estados e respectivos povos.
Doutra maneira, Portugal durante 48 anos, não teria tido relações com muitos Estados do mundo e sobretudo com a grande maioria dos europeus. O facto de uma elite se apoderar do poder num país e governar por ditadura ou tiranicamente, não quer dizer que o povo desse país deva ser abandonado.

No caso da Venezuela então, é flagrante o dever português de manter cordeais relações dada a enorme comunidade portuguesa existente nesse país. Se se puder juntar às bosa relações, e estas ajudam muito, negócios reconhecidos como bons para ambas as partes, tanto melhor. Aliás, um bom governo, deve lutar por equilibrar a balança de transacções com os países onde faz compras, como a Vemezuela e a Líbia, nossos fornecedores de petróleo.

Esse é o dever de um bom governo e o bom político é aquele que é capaz de criar as empatias com os governantes de outros países de modo a facilitar essas trocas e equilibrios comerciais. O bom político é aquele capaz de estabelecer uma corrente em vai e vem de laços francos de simpatia em direcção à estima e amizade pessoal, criando uma relação de confiança mútua. Esta é essencial para que permita a troca de actitudes sérias recíprocas de apoios e entreajuda nas ocasiões.

E estabelecer com desconhecidos uma corrente de simpatia e confiança recíproca entre pessoas não é nada fácil, como nós todos sabemos por experiência pessoal, e muito menos quando estão frente a frente culturas e interesses de povos muito díspares.
É preciso que tal político tenha algo próprio de muito especial, uma capacidade intelectual ou intuição apuradíssima fora do normal, uma sensibilidade de nível superior para entender o outro, uma verticalidade à prova de bala, saber receber e compreender o pensamento do outro e ser capaz de retribuir com pensamento próprio justo e adequado à situação.

Em suma, para se ser bom político é preciso preparação mas sobretudo intuição e elevada craveira intelectual. E para ser um bom lider político, além dessas qualidades, tem de ter um carisma pessoal único, inerente ao seu carácter determinado de vontade e acção sob uma visão intuitiva certeira do futuro. Um lider carismático impôe-se pelo respeito e admiração que suscita quer nos seguidores quer nos adversários, une esforços de pensamento e acção reunindo, desse modo, forças e vontades que vencem impossíveis à primeira vista.
E sobretudo, sendo determinado, possuir uma coragem capaz de vencer dificuldades impensáveis. Uma coragem racional que enfrenta dificuldades com visão de futuro de tal forma que, quer ganhe ou perca, o tempo e a vida confirmará a validade da convicção.

Não é por acaso que vemos o nosso PM, José Sócrates, ser recebido com efusiva simpatia pelos dirigentes europeus. Que vemos, tanto Chávez ou Kadaffi como Lula da Silva, Merkel, Jintao, Obama e outros lideres mundiais que nos visitam ou são visitados, serem atenciosos às palavras do PM, não obstante a nossa pequenez e insignificância na cena internacional.

Já outros, embora que muito se esforcem por reconhecimento, embora que cada vez que são citados "lá fora" vêm logo ufanar-se disso "cá dentro" junto dos portugueses, embora muito que se proclamem sábios e visionários cá dentro, ninguém de "lá de fora" os consulte ou sequer saibam que existem, não passam de esforçados vendedores vulgares de uma imagem desejada mas não concretizada.

Ao contrário do lider carismático forte de convicções e visão política de futuro que é reconhecido pela consistência de pensamento e acção, os simplesmente esforçados sem chama, na luta pelo reconhecimento do outro, não sendo corajosos de alma, precisam tomar coragem para enfrentar o adversário com palavras e não com acção, caindo logo de seguida, na dúvida e na inação sem consequências. No fundo, enchem-se de coragem para praticar uma bravata, um fogacho, um assomo calculado de coragem para um efeito de momento mas inconsequente, logo fugaz e ensombrado pela desilusão do momento imediato posterior.
A estes pomposos cata-grandezas com palavreado mas sem impressão digital sobre nada, os lideres fortes de outros países, logo que eles se vão e dão as costas para se retirar, já remeteram as palavras e imagem deles para o caixote do lixo de suas memórias.

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segunda-feira, março 28, 2011

A GRANDE MENTIRA II


À VISTA
Uma da propaganda usual contra este governo é o facto de haver, dizem, enpresas de cariz partidário que são priviligiadas nos concursos de obras. E citam sempre a mesma e única :a Mota-Engil por nela estar, ao comando, J. Coelho.

Bem, podem apontar esta, a única e sempre a mesma, muito embora, talvez por isso, a empresa cada vez mais se faça à vida lá fora e fuja daqui para evitar esta mal cheirosa propaganda. Claro que esquecem o passado recente, quando as empresas pagavam as contas do PSD e na actualidade as milhentas empresas contribuintes, pois que todos sabemos que a grande, grande maioria dos empresários são PSD. E, ultimamente, à cabeça de apoiantes contribuintes estava o fraudulento BPN cavaquista.

E o que dizer da actualidade mais fresquinha? Então não é que 50 empresários 50, andam a preparar, coordenar, elaborar o programa do PSD? E antes já tinham sido 100 empresários 100, do "compromisso portugal" a fazer identico serviço ao PSD da Dona Manuela? E, espanto nosso, o coordenador do programa é, não um empresário português mas sim um funcionário empregado duma multinacional cujo patrão nenhum português conhece. Será tão só o cheiro patriótico que conduz os homens de negócios!

Quantos boys pululam nestas empresas industriados e preparados para fazer o trabalho oculto (alma do negócio) junto de um futuro governo de PPC? E os outros, pouco à vista como os patrões dos media, os merceeiros dos shopping, os falcões à espera da saúde e do ensino, todos a postos, com boys, boysões e boyzinhos em aquecimento.

Quantos boys pululam, bem à vista, pelo jornalismo todo que se faz hoje, que vão querer ser recompensados dos fretes, pouco "ocultos" que andaram a fazer pelos ideais políticos dos patrões. De entre estes instrumentistas fundamentais na criação da onda de opinião favorável aos interesses económico-partidários dos patrões de media, quantos boys estão de boca aberta para receberem a migalha?

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sexta-feira, março 25, 2011

A GRANDE MENTIRA

POR OCULTAÇÃO
Os media ao criarem interesseira e ostensivamente uma onda gigante de opinião de sentido único contra um alvo pessoal escondem sempre uma intenção maldosa. Tal onda, qual cavalo de Tróia, tráz no bojo uma mentira por ocultação.

É sempre assim, quando a onda atinge o climax todo o mundo já está submerso nela, torna-se parte dela, adquire a natureza da onda e vai nela já sem olhar ver nem pensar. Nesta altura, os criadores e propagadores da onda, que oculta a mentira que transporta, já não precisam dar qualquer justificação acerda dela, pois todos embarcaram nela.

Aos criadores visíveis, basta-lhes apontá-la e, se ainda sobra alguma voz avisada a dizer que é uma nuvem escura, sintoma de tempestade, riem-se da falta de verdade, honestidade e credibilidade de tal voz, como única explicação para todas as dúvidas que surjem. Rir suspeitar e negar, negar suspeitar e rir basta-lhes e é suficiente para manter a sua "verdade" em alta na onda.
Nesse momento o criador criou a sua pandora criatura. E a pandora criatura, mais cedo que tarde, vai abrir a sua caixa de maldades ocultas.

Dada a pandora criatura à guarda e uso de tontos epimeteus desvairados e deslumbrados, estes não vão resistir, à primeira necessidade, de destapar a caixa. O chefe epimeteu, logo que apertado sob necessidade, destapará a caixa da pandora criatura e dela vão soltar-se, uma atráz de outra, as maldades vindas na onda sob ocultação.

A grande mentira por ocultação vai, finalmente, expôr-se aos portugueses em todo o seu maléfico esplendor.
Como exemplo prático, aí está a primeira maldade a sair da caixa, o anúncio da ideia avançada de aumento do imposto, cego de equidade, o IVA. Outras se seguirão.


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